Huawei e Aggreko lançam maior projeto de armazenamento de energia do Brasil na Amazônia

A Huawei e a Aggreko vão implantar microrredes solares com baterias em 24 localidades do Amazonas, incluindo Tefé, em projeto de R$850 milhões. A iniciativa promete reduzir o uso de diesel, diminuir emissões de carbono e fortalecer a transição energética em áreas isoladas da região.

A Huawei e a Aggreko anunciaram a implantação do maior projeto de armazenamento de energia do Brasil na Amazônia. O empreendimento, orçado em R$850 milhões, vai instalar usinas solares associadas a sistemas de baterias (BESS) para atender 24 localidades do Amazonas, incluindo cidades maiores como Tefé, promovendo redução do consumo de diesel e emissões de gases de efeito estufa.

O projeto, que será implementado a partir deste ano e poderá entrar parcialmente em operação entre 2027 e 2028, prevê 110 megawatts-pico (MWp) de geração solar e 120 megawatt-horas (MWh) de capacidade em sistemas de armazenamento de energia. As microrredes atenderão residências, comércios e pequenas indústrias em regiões isoladas, garantindo suprimento contínuo e qualidade do fornecimento.

Dos R$850 milhões em investimentos, R$510 milhões serão provenientes de um fundo criado após a privatização da Eletrobras (atual Axia Energia), enquanto o restante será aportado pela Aggreko, que comprará as baterias da Huawei.

Segundo Cristiano Lopes Saito, diretor da Aggreko para o setor de utilities, a integração de energia solar e termelétrica permitirá reduzir o acionamento das térmicas, diminuindo custos e consumo de combustível, mas mantendo segurança energética devido à variabilidade climática da região amazônica.

Bárbara Pizzolatto, diretora de Off-Grid da Huawei no Brasil, destacou que as baterias terão função dupla: armazenamento de energia e manutenção da qualidade do fornecimento, incluindo tensão e frequência, tornando o projeto o maior de microgrid desconectado das Américas.

O empreendimento deve reduzir o consumo de diesel em 37 milhões de litros por ano e evitar a emissão de 104 mil toneladas anuais de CO₂ equivalente, contribuindo para a descarbonização de sistemas isolados e aliviando a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), um dos principais encargos pagos pelos consumidores de energia elétrica no país.

O projeto é visto como uma iniciativa estratégica para expandir o uso de sistemas híbridos em comunidades amazônicas, complementando programas federais como Luz Para Todos e Mais Luz Para a Amazônia, que incentivam a adoção de energia solar em regiões isoladas.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.