O Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), realizou na quinta-feira (15), um curso de atualização em Hemorragia Pós-Parto (HPP) voltado para enfermeiras, obstetrizes, médicos, residentes e demais profissionais da equipe. A capacitação ocorreu em parceria com a Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado do Amazonas (Abenfo-AM).
O treinamento teve como foco o reconhecimento precoce e o manejo da hemorragia pós-parto, uma das principais causas evitáveis de mortalidade materna. Durante o curso, foram apresentadas as novas diretrizes internacionais publicadas no fim de 2025 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (Figo) e pela Federação Internacional de Parteiras, com protocolos atualizados para prevenção e tratamento da condição.
Referência em urgência e emergência obstétrica no Amazonas, o IMDL funciona no Complexo Hospitalar Sul (CHS) e atende casos de maior complexidade da rede estadual.

A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, afirmou que a capacitação contínua das equipes é parte da estratégia para reduzir eventos evitáveis.
“O preparo dos profissionais é essencial para aprimorar a tomada de decisão, a identificação precoce, a prevenção e o manejo oportuno dessa emergência obstétrica, contribuindo para a segurança da assistência durante o parto e o puerpério”, disse.
Além do conteúdo teórico, o curso incluiu estações práticas com reconhecimento precoce da HPP, manejo clínico com uso de uterotônicos e simulações realísticas, com foco em coordenação, comunicação e liderança em situações de emergência.
A enfermeira obstétrica e facilitadora do curso, Vitória Vale, explicou que a atualização busca padronizar condutas diante de situações críticas.
“A hemorragia pós-parto ocorre quando há sangramento acima do esperado, após o parto. Trata-se de uma condição tempo-dependente e potencialmente evitável quando reconhecida precocemente e conduzida de forma adequada”, afirmou.
Segundo ela, o treinamento também aborda mudanças recentes nas condutas, incluindo o uso de medicamentos uterotônicos e estratégias de profilaxia adaptadas à realidade dos serviços de saúde.
A capacitação integra as ações permanentes do Complexo Hospitalar Sul voltadas à segurança do paciente e à qualificação das equipes.
Dados da Secretaria de Saúde indicam que os avanços na assistência obstétrica da rede estadual têm impacto nos indicadores. A mortalidade materna no Amazonas registrou queda de 49,2% em 2024, na comparação com o ano anterior.
Para Nayara Maksoud, o resultado está ligado a investimentos na rede. “Esse avanço é fruto do fortalecimento da atenção materno-infantil, da ampliação do acesso ao pré-natal, do funcionamento ininterrupto das maternidades e do trabalho das equipes multiprofissionais, que atuam de forma integrada para proteger a vida das mulheres e dos bebês amazonenses”, declarou.
Com informações do Assessoria do Governo do Amazonas*
Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus






