Irã critica postura dos EUA após negociações em Islamabad e diz que confiança não foi construída

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que os Estados Unidos não conseguiram conquistar a confiança iraniana após negociações realizadas no Paquistão. As conversas terminaram sem acordo, em meio a impasses sobre o programa nuclear.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo (12) que os Estados Unidos falharam em construir confiança durante as negociações presenciais realizadas em Islamabad, no Paquistão, encerradas sem consenso entre as delegações.

Segundo Qalibaf, a delegação iraniana apresentou propostas consideradas propositivas ao longo das 21 horas de negociações, mas a postura dos Estados Unidos não resultou em avanços concretos. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social X, após o encerramento das conversas diplomáticas.

O parlamentar afirmou que, após a apresentação das propostas iranianas, a continuidade de um diálogo confiável dependerá da decisão de Washington. Qalibaf integrou a equipe de negociação do Irã durante os encontros realizados na capital do Paquistão.

O fim das negociações ocorreu logo após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixar a mesa de diálogo citando divergências sobre compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano. Em pronunciamento, Vance afirmou que manteve contato com o presidente Donald Trump durante o processo, mas que a recusa de Teerã em aceitar os termos apresentados inviabilizou a assinatura de um acordo.

Em Washington, Trump comentou o resultado das negociações ao falar com jornalistas na Casa Branca. O presidente norte-americano afirmou que, do ponto de vista dos Estados Unidos, a ausência de consenso não altera a posição estratégica do país, citando o cenário militar e questões relacionadas ao Estreito de Ormuz.

As negociações em Islamabad tinham como objetivo discutir limites e garantias relacionadas ao programa nuclear iraniano, mas terminaram sem anúncio de novos encontros ou avanços diplomáticos.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.