Mais de 186,2 mil trabalhadores do Amazonas começam a sentir, a partir de fevereiro, os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. A nova legislação garante isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês e descontos progressivos para rendas de até R$ 7.350, aumentando a renda disponível e o poder de compra dos contribuintes.
Do total de beneficiados no estado, 118,2 mil trabalhadores deixam de pagar o imposto integralmente, enquanto 67,9 mil passam a ter redução gradual nos descontos mensais. Segundo dados da Receita Federal, parte desses contribuintes já percebeu a mudança no contracheque referente ao mês de janeiro.
Com a atualização da tabela, o número de amazonenses totalmente isentos do Imposto de Renda sobe de 176,8 mil para 295,1 mil contribuintes, representando uma injeção significativa de recursos na economia local, especialmente nos setores de comércio e serviços.
A ampliação da isenção foi sancionada em novembro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é considerada uma das principais mudanças recentes na política tributária do país. Além de aliviar o orçamento das famílias, a medida busca estimular o consumo, incentivar a formalização do trabalho e corrigir distorções históricas na tributação da renda.
Para compensar a perda de arrecadação, a nova lei prevê aumento gradual da tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil por ano, atingindo cerca de 140 mil contribuintes em todo o país, com alíquota máxima de até 10%. Segundo o governo federal, o modelo mantém o equilíbrio fiscal sem comprometer os serviços públicos.
Entre 2023 e 2026, as mudanças na tabela do Imposto de Renda devem beneficiar 25 milhões de brasileiros, sendo 20 milhões com isenção total e outros 5 milhões com redução parcial do imposto, consolidando uma das principais promessas de campanha aprovadas pelo Congresso Nacional.
Com Informações do G1 Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






