As Forças de Defesa de Israel ocuparam novas posições no sul do Líbano nesta terça-feira (3), ampliando a ofensiva terrestre contra o Hezbollah. Segundo o Exército israelense, militares estão distribuídos em “vários pontos” da região fronteiriça.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a decisão foi autorizada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Autorizamos o Exército israelense a avançar e assumir o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano”, declarou.
A escalada regional também envolve o Irã. O total de mortos no país chegou a 787 em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel, segundo a mídia estatal iraniana. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (3) com base em dados do Crescente Vermelho, organização humanitária ligada à Cruz Vermelha que atua no Oriente Médio.
De acordo com as autoridades iranianas, os números se referem às vítimas registradas desde o início dos bombardeios atribuídos a forças americanas e israelenses. Entre os alvos atingidos está uma escola de meninas, onde 153 pessoas morreram, segundo o governo iraniano.
Israel mantém cinco posições no território libanês desde novembro de 2024, quando um cessar-fogo interrompeu o conflito no contexto da guerra na Faixa de Gaza. A nova incursão ocorre após o Hezbollah lançar foguetes contra o território israelense no domingo (1º), ampliando a frente de confrontos no Oriente Médio.
A Força Aérea israelense informou que realiza ataques contra lideranças do Hezbollah em Beirute. De acordo com autoridades libanesas, ao menos 52 pessoas morreram desde segunda-feira (2), incluindo sete crianças, em bombardeios atribuídos a Israel.
Deslocamento em massa
A Organização das Nações Unidas estima que pelo menos 30 mil pessoas deixaram suas casas desde sábado (28). Os deslocados foram encaminhados a abrigos administrados pela Acnur e pelo governo libanês. Ao todo, 21 estruturas estão em operação.
O porta-voz do Acnur, Babar Baloch, afirmou que o número pode ser maior. “Muitas pessoas dormiram em seus carros ou estão presas em engarrafamentos”, disse.
Recuo do Exército libanês
As Forças Armadas do Líbano se retiraram de posições próximas à fronteira para evitar confronto direto com tropas israelenses, segundo uma autoridade do governo à agência Reuters. Desde a guerra de 2024, o Exército libanês tenta ampliar o controle sobre a área, historicamente utilizada pelo Hezbollah para lançar ataques contra Israel.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que não autorizou ações contra Israel e declarou estar disposto a negociar. “Não apoiamos ataques e estamos abertos ao diálogo”, disse. Salam também anunciou a proibição de atividades militares do Hezbollah e defendeu o desarmamento do grupo.
Escalada regional
A ampliação dos confrontos ocorre após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no sábado (28). Em resposta, ataques iranianos deixaram 10 mortos em Israel e seis militares dos Estados Unidos em bases na região.
Foto: Reuters
Fonte: Folha de São Paulo
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






