Lula reage a críticas dos EUA e defende Pix: “é do Brasil e não vai mudar”

Sistema de pagamentos é alvo de questionamentos em relatório americano sobre práticas comerciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, 2, que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não será alterado após críticas feitas pelos Estados Unidos em relatório comercial. A declaração foi dada durante evento em Salvador (BA).

“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse o presidente.

O posicionamento ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apontar preocupações de empresas americanas com o funcionamento do sistema brasileiro. O documento avalia que o Banco Central, responsável por criar, operar e regular o Pix, poderia estar favorecendo o modelo em relação a outros meios de pagamento.

Segundo o relatório, há críticas ao fato de instituições financeiras com mais de 500 mil contas serem obrigadas a oferecer o sistema, o que, na avaliação de empresas estrangeiras, poderia impactar a concorrência no setor.

Histórico e questionamentos

O tema já havia sido alvo de investigação por parte dos Estados Unidos no ano passado, dentro de uma análise sobre práticas comerciais consideradas potencialmente desleais. Entre os pontos levantados estava a suposta priorização do Pix em relação a outras soluções privadas, como serviços internacionais de pagamento digital.

Na ocasião, o governo brasileiro afirmou que o sistema tem como objetivo garantir segurança e eficiência ao mercado financeiro, sem discriminação entre empresas nacionais e estrangeiras. Também destacou que modelos semelhantes vêm sendo estudados por outros bancos centrais ao redor do mundo.

O Pix foi lançado oficialmente em novembro de 2020 pelo Banco Central, após estudos iniciados em 2018, e se consolidou como principal meio de transferência instantânea no país.

Contexto do relatório

O documento norte-americano, divulgado no fim de março, analisa políticas e regulações de diversos países que podem representar barreiras comerciais. No caso do Brasil, além do Pix, o relatório cita temas como legislação digital, proteção de dados, regras trabalhistas e questões ambientais.

Agenda em Salvador

Durante o evento na capital baiana, Lula participou de entregas do Novo PAC voltadas à mobilidade urbana e visitou obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que conta com investimentos de cerca de R$ 1,1 bilhão.

A agenda também marcou a saída do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deixa o cargo para disputar as próximas eleições. A secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assume a função.

Com Informações da Agência Brasil

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus