Uma comitiva de policiais e Maduro deixaram o Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York, e estão no tribunal federal de Manhattan, onde o presidente da Venezuela participará de uma audiência judicial nesta segunda-feira (5). Ele estava detido desde sábado, após ser capturado em Caracas em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.
Em sua primeira audiência, Maduro irá responder a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e porte de armas. A sessão está marcada para as 12h no horário local (14h em Brasília) e é conduzida pelo juiz distrital Alvin K. Hellerstein. Até o momento, não há informação se o réu constituiu advogado ou se apresentará declaração de culpa ou inocência.
Nicolás Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, permaneceram presos no Brooklyn desde a operação realizada no fim de semana. Ambos foram detidos por forças norte-americanas em Caracas e levados aos Estados Unidos.
No sábado (3), promotores do Distrito Sul de Nova York divulgaram um novo indiciamento após a ação militar que incluiu bombardeios em Caracas. Segundo a acusação, Maduro teria supervisionado uma rede de tráfico de cocaína patrocinada pelo Estado venezuelano, com parcerias com grupos narcotraficantes, entre eles os cartéis mexicanos de Sinaloa e Los Zetas, a organização colombiana FARC e a facção venezuelana Tren de Aragua.
Além de Maduro e Cilia Flores, o indiciamento inclui Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente; o ministro do Interior, Diosdado Cabello; e Hector Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder do Tren de Aragua.
De acordo com o documento, Maduro “se associou a seus cúmplices para usar sua autoridade obtida ilegalmente e as instituições que corroeu para transportar milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos”. A acusação também afirma que ele teria movimentado carregamentos de cocaína sob proteção da polícia venezuelana quando era membro da Assembleia Nacional, fornecido passaportes diplomáticos a traficantes e facilitado cobertura diplomática para a repatriação de recursos ilícitos.
“Maduro Flores permite que a corrupção alimentada pela cocaína floresça para seu próprio benefício, para o benefício dos membros de seu regime governante e para o benefício de seus familiares”, disse o procurador dos Estados Unidos, Jay Clayton.
A denúncia criminal formal, conhecida no sistema judicial norte-americano como indictment, autoriza a apresentação de acusações criminais e a expedição de mandados de prisão internacionais. Enquadrado por narcoterrorismo, Maduro passa a ser tratado como risco à segurança nacional dos Estados Unidos, com base em legislação criada após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Com informações da CNN
Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus






