Morre Adriano Gomes de Lima, ícone da natação paralímpica brasileira

Ex-nadador foi referência da natação paralímpica e símbolo de superação

O esporte paralímpico brasileiro perdeu neste sábado (7) um de seus maiores nomes. Morreu, aos 52 anos, o ex-nadador Adriano Gomes de Lima, referência histórica da natação paralímpica nacional e um dos atletas mais medalhados do país em Jogos Paralímpicos.

Potiguar, Adriano enfrentava um sarcoma, tipo de câncer ósseo, diagnosticado em 2024. Sua trajetória no esporte foi marcada por superação, longevidade e protagonismo em diferentes gerações do paradesporto brasileiro.

Ao longo de seis edições dos Jogos Paralímpicos, Adriano construiu um currículo expressivo. Foram nove medalhas no total — um ouro, cinco pratas e três bronzes — conquistadas entre Atlanta 1996 e Rio 2016, passando também por Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. O desempenho o colocou entre os grandes nomes da história paralímpica do Brasil.

Em reconhecimento à sua contribuição dentro e fora das piscinas, Adriano foi homenageado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro em 2025, durante as celebrações dos 30 anos da entidade. Na ocasião, destacou sua ligação troubleda com a evolução do movimento paralímpico no país.

“Eu comecei a nadar em 1993, dois anos antes da fundação do CPB, então faço parte desta história. Digo que não é por acaso que o Brasil está sempre entre os 10 melhores nos Jogos Paralímpicos, pois há um investimento muito importante sendo feito no desenvolvimento do esporte paralímpico”, disse ele na época.

A relação de Adriano com a natação começou ainda na juventude, inicialmente como forma de reabilitação. Aos 17 anos, ele sofreu uma queda de um telhado durante uma obra, episódio que mudou o rumo de sua vida e o levou ao esporte aquático — caminho que mais tarde o transformaria em um dos maiores ícones da modalidade no país.

A morte de Adriano Gomes de Lima representa uma perda significativa para o esporte brasileiro, especialmente para o paradesporto, área na qual deixou um legado de conquistas, inspiração e contribuição direta para o crescimento da natação paralímpica no Brasil.

 

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images