O Brasil se despede, neste domingo (15/02), de Antônio Luiz Batista de Macêdo, conhecido como Txai Macêdo, indigenista de destaque cuja trajetória marcou a luta pelos direitos dos povos indígenas e pela defesa dos territórios tradicionais. O servidor aposentado faleceu aos 73 anos, no município de Cruzeiro do Sul (AC), após ser socorrido dentro de uma ambulância do Serviço Móvel de Urgência (Samu) em direção a um hospital local.
Vida e legado de uma vida dedicada
Txai Macêdo dedicou mais de quatro décadas de sua vida à causa indígena, atuando pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em processos de demarcação de terras e na promoção de políticas que garantiram direitos às comunidades originárias no estado do Acre e na Amazônia. Ele foi fundador da Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre) no final dos anos 1970 e trabalhou ao lado de lideranças históricas, como Chico Mendes, em iniciativas que visavam proteger territórios e modos de vida tradicionais.
Ao longo da sua carreira, Macêdo esteve envolvido em marcos importantes da política indigenista brasileira, como a criação da Reserva Extrativista Alto Juruá, considerada a primeira reserva extrativista do país, e outros esforços de proteção ambiental que integraram floresta, direitos humanos e sustentabilidade.
Notas de pesar e repercussão
Diversas instituições e autoridades se manifestaram em nota de pesar pela morte de Txai Macêdo. A Funai publicou uma mensagem oficial em que destaca seu compromisso, dedicação e legado na defesa dos povos indígenas, ressaltando a importância de sua contribuição para a política indigenista no Brasil e a memória de sua luta pela dignidade e pelos direitos territoriais.
Representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Juruá também prestaram homenagem, reconhecendo sua atuação decisiva na consolidação de direitos territoriais e na proteção dos povos indígenas e da floresta. Em suas manifestações, organizações ressaltaram que o legado de Txai continuará a orientar futuras gerações de ativistas e lideranças indígenas.
Postagens em plataformas como o Instagram mostram amigos, familiares e movimentos sociais lamentando a perda do indigenista e destacando sua influência em políticas de proteção aos povos originários. Macêdo é lembrado como um exemplo de coragem, solidariedade e compromisso com causas sociais e ambientais.
Fonte: ac24horas.com / A Gazeta do Acre / ContilNet Notícias
Por Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus






