Naufrágio no Mediterrâneo deixa mais de 70 desaparecidos após saída de embarcação da Líbia

Barco levava cerca de 105 migrantes; 32 sobreviventes foram resgatados e dois corpos localizados, segundo ONGs
Foto: RescueMed/Divulgação

Mais de 70 migrantes estão desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação no Mar Mediterrâneo. O barco havia partido da Líbia com cerca de 105 pessoas a bordo, entre homens, mulheres e crianças.

O caso foi registrado neste domingo (5) e mobilizou organizações de resgate que atuam na rota migratória entre o norte da África e a Europa.

As organizações não governamentais Mediterranea Saving Humans e Sea-Watch informaram que 32 pessoas foram resgatadas com vida.

De acordo com as entidades, os sobreviventes foram socorridos por dois navios mercantes que navegavam pela região. Após o resgate, eles foram levados para a ilha de Lampedusa, ponto de chegada frequente de embarcações com migrantes.

As equipes também confirmaram a recuperação de dois corpos no local do naufrágio.

O naufrágio ocorre poucos dias após outro caso registrado na mesma área. Na última quarta-feira (2), a guarda costeira italiana encontrou 19 corpos dentro de uma embarcação próxima a Lampedusa.

Na mesma ocorrência, 58 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo cinco crianças. Segundo o prefeito da cidade, Filippo Mannino, sete vítimas precisaram de atendimento hospitalar.

Entre os sobreviventes, foram identificados casos de hipotermia e intoxicação por vapores de combustível, condição comum em viagens realizadas em embarcações precárias.

Número de mortos e desaparecidos cresce em 2026

Dados da Organização Internacional para as Migrações indicam que, desde o início do ano, ao menos 683 migrantes morreram ou estão desaparecidos na rota do Mediterrâneo central.

A travessia é considerada uma das mais utilizadas por pessoas que tentam chegar à Europa partindo do norte da África. O percurso inclui viagens em embarcações com capacidade limitada e sem estrutura adequada.

Operações seguem na região

As buscas por desaparecidos continuam na área do naufrágio. Autoridades e organizações humanitárias monitoram a região para localizar possíveis sobreviventes.

O fluxo migratório na rota do Mediterrâneo central segue ativo, com registros frequentes de resgates e naufrágios ao longo do ano.

 

Com informações InfoMoney*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus