As Forças Armadas da Venezuela reconheceram, neste domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país. A decisão ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
Em pronunciamento em vídeo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, confirmou o reconhecimento de Delcy Rodríguez e criticou a ação dos Estados Unidos. Segundo ele, a captura de Maduro representa uma ameaça internacional.
“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país”, afirmou.
O ministro também rejeitou a atuação norte-americana na região e fez referência à política externa dos Estados Unidos para a América Latina.
“Rechaçamos essa pretensão colonialista que se deseja implementar, sob o espírito da doutrina Monroe, sobre a América Latina e o Caribe”, disse Padrino López, ao pedir que a população retome as atividades nos próximos dias.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) já havia decidido que Delcy Rodríguez deveria assumir a presidência interina após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Ataque e captura
No sábado (3), explosões foram registradas em bairros da capital, Caracas. Durante a ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
A operação marca um novo episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão militar norte-americana na região ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusação de narcotráfico.
Assim como no caso de Noriega, o governo dos Estados Unidos acusa Maduro de liderar um suposto cartel de drogas denominado “Cartel de Los Soles”, sem apresentação de provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas contestam a existência da organização.
O governo do ex-presidente Donald Trump havia anunciado uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.
Críticos da ação afirmam que a ofensiva tem motivação geopolítica, com o objetivo de afastar a Venezuela de aliados estratégicos dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de ampliar o controle sobre as reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo em volume comprovado.
Com informações da Agência Brasil*
Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus






