A Organização Mundial da Saúde informou ter detectado uma nova variante recombinante do vírus da mpox em circulação no Reino Unido e na Índia. Até o momento, foi confirmado um caso em cada país. Segundo comunicado divulgado pela entidade, ambos os pacientes haviam realizado viagens antes da infecção e não apresentaram quadros graves.
De acordo com a OMS, trata-se de uma cepa recombinante formada pelos Clados 1b e 2b do vírus. Os dois casos ocorreram com semanas de intervalo e foram associados à mesma linhagem, o que pode indicar a existência de outros registros ainda não identificados.
O caso no Reino Unido foi detectado em dezembro de 2025 em um viajante que retornava de um país da região Ásia-Pacífico. Na Índia, um paciente que desenvolveu sintomas em setembro de 2025 foi inicialmente classificado como infectado pelo Clado 2. Após atualização em bancos de dados genômicos, o vírus foi reclassificado como a mesma variante recombinante identificada no território britânico.
A OMS afirmou que, devido ao número reduzido de casos, ainda não é possível tirar conclusões sobre a transmissibilidade ou a gravidade clínica da nova cepa. A entidade reforçou a necessidade de manter vigilância epidemiológica.
Avaliação de risco permanece inalterada
A avaliação global de risco segue considerada moderada para grupos com maior exposição, como homens que fazem sexo com homens com múltiplos parceiros e profissionais do sexo, e baixa para a população em geral sem fatores de risco específicos.
A mpox é uma doença viral da mesma família da varíola, erradicada em 1980, porém geralmente mais branda. Atualmente, o vírus é classificado em dois grandes grupos: Clado 1 e Clado 2. O Clado 2b foi responsável pela disseminação global em 2022. Já o Clado 1b, identificado posteriormente, apresenta maior gravidade em alguns casos.
Porto Alegre confirma novo caso
No Brasil, a capital gaúcha registrou mais um caso de mpox em 2026. Segundo a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre, a infecção ocorreu fora do município. Em 2025, foram confirmados 11 casos na cidade.
A administração municipal reforçou orientações preventivas, especialmente durante o período de Carnaval. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva.
Entre as recomendações estão observar possíveis lesões cutâneas antes de participar de eventos, evitar contato íntimo com pessoas que apresentem sintomas, higienizar as mãos com frequência, não compartilhar objetos pessoais e utilizar máscara quando necessário.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, aumento de gânglios linfáticos e o surgimento de lesões na pele.
Com Informações da CNN Brasil
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






