O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação de uma resolução que poderia autorizar o uso da força para garantir a navegação no estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de comércio de energia do mundo.
A reunião, inicialmente prevista para os primeiros dias de abril, foi suspensa sem nova data definida. Nos bastidores, diplomatas apontam que a votação deve ocorrer na próxima semana, mas ainda depende de consenso entre os países-membros.
A resolução, proposta pelo Bahrein, atual presidente do Conselho, prevê a adoção de “todos os meios defensivos necessários” para proteger o tráfego marítimo na região.
Caso seja aprovada, a medida pode representar um passo inédito: o aval formal da ONU para o uso da força em meio ao atual conflito no Golfo.
A principal dificuldade está na falta de consenso entre as grandes potências. Países com poder de veto, como China e Rússia, já sinalizaram oposição à autorização do uso da força.
A China, em especial, tem sido firme contra a medida, principalmente por sua relação estratégica com o Irã, um dos principais atores do conflito.
Diante da resistência, o texto original da resolução já foi suavizado para tentar viabilizar um acordo, mas ainda enfrenta impasses diplomáticos.
Conflito impacta comércio global
A crise no Estreito de Ormuz se intensificou após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, desencadeando um conflito que já dura mais de um mês.
Desde então, o tráfego marítimo na região foi severamente afetado. O estreito é responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás, o que torna qualquer interrupção um risco direto à economia global.
A tensão já provoca impactos como alta nos preços do petróleo e interrupções no fornecimento de energia em diferentes países.
O adiamento da votação revela um cenário delicado que envolve risco de escalada militar internacional, a disputa geopolítica entre grandes potências, sem falar na ameaça direta ao abastecimento global de energia e apressão econômica com alta do petróleo.
A decisão da ONU pode definir os próximos passos da crise, entre uma solução diplomática ou uma ampliação do conflito.
O impasse no Conselho de Segurança mostra que o conflito em Ormuz ultrapassa a dimensão regional e se consolida como um novo eixo de tensão global.
A autorização do uso da força, se aprovada, pode abrir precedente perigoso e ampliar o confronto. Por outro lado, a falta de ação mantém uma das rotas mais estratégicas do mundo sob risco constante.
No centro desse tabuleiro, não está apenas o Oriente Médio — mas o equilíbrio econômico e político internacional.
Fonte e foto Agência Brasil, com informações da Reuters
Edição: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus






