Operação ambiental instala bases no sul do estado e mira áreas sob pressão até o fim de 2026

Tamoiotatá 6 começa por Humaitá e Apuí, mobiliza comboio pela BR-319 e terá 15 etapas com foco em desmatamento e queimadas

A 1ª etapa da Operação Tamoiotatá 6 começou com ações concentradas em Humaitá e Apuí, no sul do estado, regiões apontadas como áreas de maior pressão ambiental. As equipes saíram da capital no dia 23 de fevereiro em comboio com 13 viaturas, percorrendo a BR-319 até Humaitá, onde foi instalada uma das bases operacionais. Além desses dois municípios, a operação também contará com base fixa em Boca do Acre, ampliando a presença das equipes ao longo de 2026.

Coordenada a partir de dados de monitoramento ambiental, a operação envolve fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, aplicação de autos de infração, embargos e outras medidas previstas na legislação. Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a ação foi estruturada com base em informações técnicas para ampliar a capacidade de resposta.

“Atuamos com planejamento técnico, uso de dados e integração entre os órgãos, o que permite agir de forma mais rápida e eficiente na proteção do meio ambiente”, afirmou.

Nesta fase, participam equipes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), da Secretaria de Segurança Pública, das polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros e contam ainda com apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ligado ao Ministério da Defesa. As ações priorizam também a proteção de Unidades de Conservação estaduais.

A Operação Tamoiotatá 6 está estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, e previsão de atuação até dezembro de 2026, incluindo o período mais crítico da estiagem, quando aumentam os riscos de desmatamento e queimadas.

 

Com Informações do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus