Petróleo da Venezuela entra no centro do debate após ação dos EUA, diz diplomata na OEA

Representante norte-americano afirma que operação contra Maduro teve base judicial e nega invasão do país

O petróleo da Venezuela esteve no centro do debate durante reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), após a ação dos Estados Unidos em território venezuelano e a retirada forçada do presidente Nicolás Maduro, no último sábado (3).

Durante o encontro, o embaixador dos Estados Unidos junto à OEA, Leandro Rizzuto, afirmou que Washington não aceita que a maior reserva de petróleo do mundo permaneça sob influência de países considerados adversários do Hemisfério Ocidental.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país”, declarou.

Segundo o diplomata, os lucros do petróleo venezuelano não estariam beneficiando a população do país.

“Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, reforçou Rizzuto ao justificar a posição norte-americana.

O representante dos EUA afirmou ainda que a operação realizada em Caracas teve caráter estritamente judicial. De acordo com ele, a ação teve como objetivo cumprir uma ordem judicial relacionada a um indiciamento criminal contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

“Não foi uma interferência na democracia da Venezuela. Na verdade, a ação removeu o principal obstáculo para a democracia”, disse. Rizzuto também pediu a libertação de cerca de mil presos políticos no país.

Na segunda-feira (5), os Estados Unidos também negaram estar em guerra ou ocupar a Venezuela durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, o embaixador norte-americano na ONU, Michael Waltz, afirmou que a ação teve natureza jurídica, e não militar, descrevendo o episódio como “aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas”.

A retirada de Maduro e de sua esposa ocorreu em uma operação que resultou em confrontos com forças de segurança venezuelanas e explosões em Caracas. O presidente foi levado para Nova York, onde, segundo o governo dos Estados Unidos, responderá a acusações relacionadas a uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

Na audiência de custódia realizada em um tribunal federal de Nova York, Maduro declarou-se inocente, negou envolvimento com narcoterrorismo, tráfico de drogas e uso de armamento pesado, e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. O casal permanece detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn.

 

Com Informações do G1

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus