PIX deve ganhar novas funções, incluindo parcelamento e uso internacional

Banco Central prepara mudanças para ampliar uso do sistema e facilitar pagamentos no Brasil e no exterior

O Banco Central segue avançando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara uma série de novas funcionalidades para o sistema de transferências instantâneas. Entre as novidades em estudo estão o PIX parcelado, uso internacional e até pagamentos sem conexão com a internet.

Criado em 2020, o PIX se consolidou como principal meio de pagamento no país e continua em expansão. A proposta do Banco Central é ampliar o uso da ferramenta e adaptá-la a novas demandas do mercado.

Entre as mudanças previstas ainda para este ano está a chamada cobrança híbrida, que permitirá ao consumidor pagar uma mesma cobrança tanto por boleto quanto por QR Code via PIX. A ideia é padronizar um modelo que já existe, mas ainda não é obrigatório.

Outra funcionalidade em desenvolvimento é o pagamento de duplicatas via PIX, o que pode facilitar operações de crédito e antecipação de recebíveis, especialmente para empresas.

O sistema também deve ser integrado ao novo modelo de arrecadação de impostos em tempo real, previsto na reforma tributária. Nesse formato, tributos poderão ser pagos no momento da compra, em transações eletrônicas.

Para os próximos anos, o Banco Central avalia ampliar ainda mais as possibilidades. Uma das propostas é o PIX internacional, permitindo transferências entre países de forma direta. Hoje, o uso fora do Brasil ainda é limitado a estabelecimentos específicos em cidades como Miami, Orlando e Lisboa.

Outra frente em estudo é o PIX em garantia, que poderá ser usado como base para concessão de crédito. Nesse caso, trabalhadores e empreendedores poderão utilizar valores a receber via PIX como garantia para empréstimos.

O Banco Central também avalia o PIX por aproximação em modo offline, que permitiria pagamentos mesmo sem conexão com internet.

Uma das funcionalidades mais aguardadas é o PIX parcelado. A proposta é padronizar esse tipo de operação, que hoje já existe em algumas instituições financeiras, mas sem regras unificadas. A medida pode ampliar o acesso ao crédito, especialmente para quem não possui cartão.

O crescimento do PIX tem sido expressivo. Em 2025, o sistema movimentou R$ 35,36 trilhões, recorde desde a criação.

Além de facilitar pagamentos, o sistema também contribuiu para a inclusão financeira, ampliando o acesso da população a serviços bancários e impulsionando pequenos negócios.

O Banco Central ainda não definiu prazos para todas as funcionalidades, mas mantém a estratégia de evolução gradual da ferramenta, com foco em ampliar o alcance e a eficiência do sistema.

Com Informações do G1

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus