Praga ameaça frutas no Amazonas e produtores recebem orientação para evitar prejuízos

Técnicos são capacitados para orientar agricultores sobre identificação e controle da mosca-da-carambola em áreas sob restrição

Produtores rurais do Amazonas estão recebendo orientações reforçadas para lidar com a mosca-da-carambola, praga que já foi identificada em municípios do estado e pode causar prejuízos significativos à produção de frutas. Para evitar a disseminação do inseto, técnicos que atuam diretamente no atendimento aos agricultores participaram de uma capacitação on-line nesta quarta-feira (7).

A atividade reuniu equipes das 75 Unidades Locais e postos avançados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas, com foco em orientar quem está no campo e depende da fruticultura para garantir renda.

Segundo a diretora-técnica do Idam, Nadiele Pacheco, a prioridade é garantir que a informação chegue aos agricultores familiares.

“Já há registros da praga em três municípios, e o nosso papel é orientar os produtores sobre como identificar o inseto e quais medidas adotar para evitar que o problema se espalhe”, explicou.

Atualmente, Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva estão classificados como áreas sob quarentena, conforme portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária. Nessas localidades, a circulação e comercialização de frutos para outros municípios e estados ficam restritas, justamente para impedir a propagação da praga.

Para o produtor, o impacto pode ser direto no bolso. A presença da mosca-da-carambola pode resultar em perda de mercado, descarte de frutos e aumento de custos com controle e monitoramento.

“A praga não oferece risco à saúde das pessoas, mas causa prejuízos econômicos sérios para quem vive da produção”, reforçou a diretora-técnica.

Durante o treinamento, os técnicos receberam orientações práticas sobre como proceder no dia a dia: cuidados na colheita e no transporte dos frutos, uso de armadilhas para identificar o inseto e a forma correta de descartar frutas contaminadas, por meio do enterramento adequado.

Apesar do nome, a mosca-da-carambola não atinge apenas essa fruta. O inseto pode afetar cerca de 40 espécies, entre elas manga, laranja, goiaba e jambo vermelho, produtos comuns nas propriedades rurais do estado.

A orientação aos produtores é procurar imediatamente a assistência técnica ao identificar qualquer suspeita da praga, evitando o transporte irregular de frutos e seguindo as recomendações repassadas pelos técnicos locais.

 

Com Informações do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus