Preço do ovo sobe até 19% em março e afeta orçamento das famílias durante a quaresma

O preço do ovo registrou alta de até 19% em março, puxado pela maior demanda durante a quaresma e oferta ajustada pelos produtores. O aumento impacta diretamente o bolso das famílias e deve sofrer variações nos próximos meses conforme consumo e produção.

Após cinco meses de queda, o preço do ovo voltou a subir no Brasil, atingindo alta de até 19% em março, segundo dados do Cepea. O aumento ocorre em um período de maior consumo durante a quaresma, pressionando o orçamento doméstico, especialmente de famílias de menor renda, que utilizam o ovo como alternativa proteica à carne.

O aumento nos preços do ovo segue um padrão sazonal típico. Durante a quaresma, muitos consumidores reduzem o consumo de carne vermelha e buscam o ovo como substituto, elevando a demanda. Além disso, o início do ano e o retorno às aulas também contribuem para maior procura pelo alimento.

Do lado da produção, após preços baixos em janeiro, os produtores reduziram a oferta para evitar excesso de estoque, o que estreitou o equilíbrio entre oferta e demanda e sustentou a alta de março. Em janeiro, a caixa com 30 dúzias chegou a custar cerca de R$ 89.

Com um consumo médio anual de 288 ovos por habitante, o alimento tem papel significativo na alimentação das famílias. A valorização impacta diretamente o custo de vida, obrigando os consumidores a gastar mais para manter o mesmo padrão ou reduzir o consumo. A alta também se soma a outras variações de preços da cesta básica.

Os custos de produção, principalmente com alimentação das aves (milho e farelo de soja), embalagem e logística, continuam em destaque para o setor. Fatores externos, como tensões no Oriente Médio, podem pressionar custos de frete, mas até o momento não refletiram significativamente nos preços ao consumidor.

Para os próximos meses, o preço do ovo dependerá do comportamento da demanda após a quaresma. Uma queda na procura, combinada com aumento na produção, pode reduzir os valores. Caso o consumo permaneça alto, os preços podem se manter elevados.

Em 2025, o Brasil produziu 4,95 bilhões de dúzias de ovos, alta de 5,7% em relação ao ano anterior, reforçando a importância econômica do produto, mas também a sensibilidade a oscilações de preço.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.