A Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, denunciou a criação de páginas falsas nas redes sociais que estariam solicitando doações em dinheiro para vítimas das chuvas que atingiram a cidade. O município confirmou 16 mortes em decorrência do temporal, enquanto outros seis óbitos foram registrados em Ubá.
Segundo a administração municipal, criminosos passaram a utilizar perfis falsos para aplicar golpes financeiros durante a situação de emergência.
“A prefeitura de Juiz Fora alerta que não está solicitando Pix para arrecadação. Há páginas criadas para aplicação de golpes”, informou o comunicado oficial.
A gestão também orientou que moradores procurem apenas canais institucionais para obter informações sobre ações de ajuda humanitária.
“Em meio a essa situação que estamos vivenciando, muitos boatos e informações inverídicas podem atrapalhar o trabalho das equipes. Pedimos e reforçamos: confiem apenas nas fontes oficias”, destacou a prefeitura.
Chuvas provocam mortes, desaparecimentos e bairros isolados
O volume de chuva registrado em fevereiro chegou a 584 milímetros, tornando o período o mais chuvoso da história da cidade. O recorde anterior havia sido registrado em fevereiro de 1988, com 456 milímetros. De acordo com a prefeitura, o acumulado representa 270% do esperado para o mês, estimado em 170,3 milímetros.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que o transbordamento do rio Paraibuna e deslizamentos de terra geraram ao menos 40 chamadas de emergência até a madrugada. As ocorrências incluem alagamentos, soterramentos, imóveis com risco estrutural e retirada preventiva de moradores em áreas vulneráveis.
A corporação atua com militares especializados, cães de busca e equipamentos para operações em desastres, com reforço de 20 bombeiros enviados de Belo Horizonte.
Há ao menos 45 pessoas desaparecidas, conforme informações divulgadas pelo portal g1.
Deslizamentos atingem bairros e cidade entra em calamidade pública
Os deslizamentos com vítimas fatais ocorreram nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. A Defesa Civil registrou 251 ocorrências ao longo do dia.
A prefeita Margarida Salomão afirmou que diversas regiões ficaram isoladas após o aumento do nível dos rios e córregos.
“Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, que também é uma coisa histórica. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade”, declarou em comunicado divulgado nas redes sociais.
Durante a madrugada desta terça-feira, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias. Servidores foram autorizados a atuar em regime remoto e as aulas da rede municipal foram suspensas.
Três escolas passaram a funcionar como pontos de acolhimento para famílias desabrigadas: Escola Municipal Paulo Rogério dos Santos, Escola Municipal Murilo Mendes e Escola Municipal Camilo Ayupe.
A prefeitura também decretou luto oficial de três dias. Segundo Margarida Salomão, este é o dia “mais triste” de sua gestão, que registra pela primeira vez mortes provocadas por chuvas no município.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






