Presidente interina da Venezuela critica interferência de Washington e defende decisões internas

Delcy Rodríguez declarou que a política venezuelana deve resolver os conflitos internos, em meio à tensão com os Estados Unidos
Foto: instagram/ delcyrodriguezv

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25), que o país não deve mais receber ordens do governo dos Estados Unidos em relação à política interna. A declaração foi feita em um evento com trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui e transmitida pela emissora estatal Telesur.

“Já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana que resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Já basta de potências estrangeiras”, declarou Delcy Rodríguez.

No mesmo discurso, ela afirmou que “já custou muito caro à República ter que encarar as consequências do fascismo e extremismo em nosso país”, em referência às pressões externas que, segundo ela, teriam afetado a Venezuela.

A declaração ocorre em um contexto de tensão com os Estados Unidos. Desde o início de janeiro, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas, a administração dos EUA, liderada pelo presidente Donald Trump, passou a afirmar que estava no controle da Venezuela e de sua produção de petróleo.

Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina após decisão da Suprema Corte venezuelana em 5 de janeiro, substituindo Maduro, e tem mantido uma postura de cooperação com o governo dos Estados Unidos em alguns pontos, mesmo após fazer críticas públicas à interferência externa.

Trump também já combinou elogios e advertências a Rodríguez. Em declarações à imprensa, o presidente dos EUA afirmou que, se ela “não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto”, mas em outros momentos a convidou para visitar a Casa Branca.

A posição de Rodríguez reflete uma fase de disputa política entre o governo interino venezuelano e os Estados Unidos, com implicações diretas sobre a condução interna de políticas e sobre o futuro das relações bilaterais.

 

Como informações da Agência Brasil*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus