Projeto quer tirar ultraprocessados do cardápio hospitalar e priorizar comida de verdade para pacientes

Proposta aprovada em comissão do Senado restringe alimentos industrializados em hospitais e segue para análise da Câmara

Um projeto de lei aprovado nesta quarta-feira, 25, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado propõe mudanças no que vai parar no prato de pacientes internados. A ideia é proibir a oferta de alimentos ultraprocessados em hospitais e reforçar a alimentação saudável como parte do tratamento.

O texto altera diretrizes do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e estabelece que as unidades de saúde priorizem refeições com melhor qualidade nutricional.

De autoria da senadora Dra. Eudócia (PL-AL), a proposta recebeu parecer favorável do relator, senador Fernando Dueire (MDB-PE). Como a aprovação foi em caráter terminativo, o projeto segue para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em plenário.

Os alimentos ultraprocessados são conhecidos pelo alto teor de açúcar, gordura, sódio e aditivos químicos, como corantes e conservantes. Segundo a autora, esse tipo de produto pode impactar negativamente a recuperação dos pacientes.

“Os ultraprocessados já foram estudados largamente e são, cientificamente, comprovadamente, oncogênicos. E o que vemos é que ainda há oferta desses alimentos em alguns hospitais”, afirmou a senadora durante a discussão do projeto.

O relator incluiu uma ressalva para situações específicas. Em casos excepcionais, com justificativa médica, os ultraprocessados poderão ser utilizados, como em episódios de hipoglicemia ou quando o paciente apresenta baixa aceitação alimentar.

“Nessas situações, pequenas porções de alimentos mais palatáveis podem ajudar a garantir o aporte energético mínimo e evitar piora no estado nutricional”, explicou o senador.

A proposta agora segue para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovada, poderá estabelecer um novo padrão alimentar nas unidades hospitalares do país, com foco na recuperação e na saúde dos pacientes.

Com Informações da Agência Senado

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus