O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — indicador oficial que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos — fechou o acumulado de 2025 em 3,90%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice é a referência usada pelo governo para calcular o reajuste dos benefícios previdenciários pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aos aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo.
A correção aplicada aos benefícios que excedem o piso previdenciário será, portanto, inferior à inflação real sentida pela população, sem qualquer ganho acima da alta de preços, o que significa que muitos beneficiários podem perder poder de compra em 2026 mesmo com o reajuste. Entre os itens que mais pressionam o orçamento familiar estão alimentos e serviços essenciais que, tradicionalmente, sobem acima da inflação média.
O novo salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.621 em 2026, com reajuste de 6,79%, superior ao acumulado do INPC e, por isso, resultando em aumento real para quem recebe até um salário mínimo. No entanto, quem recebe acima desse valor terá a correção baseada apenas no INPC de 3,90%, gerando impacto diferenciado entre os segurados.
Esse cenário acende o alerta entre economistas e especialistas em previdência, que destacam a necessidade de os beneficiários planejarem seus orçamentos com cautela diante da inflação sobre itens essenciais, como alimentação, medicamentos e serviços de saúde, que tendem a subir acima do INPC.
Fonte: Diário do Povo, IstoÉ Dinheiro, Dados do IBGE e informações sobre o novo salário mínimo e reajustes do INSS*
Imagem: Gerada por IA
Por: Tatiana Sobreira, da redação da Jovem Pan News Manaus






