O reajuste do gás natural em vigor a partir de janeiro de 2026 no Amazonas terá impacto entre 0,4% e 5% na tarifa final, dependendo do segmento de consumo e da faixa de utilização. A informação foi divulgada pela Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) após a aprovação de um aumento de 42,36% na tarifa ordinária, autorizado pela Arsepam e parcelado ao longo de três anos.
Segundo a Cigás, a revisão tarifária é um procedimento previsto em lei estadual e no contrato de concessão, sendo conduzido exclusivamente pela agência reguladora. Em nota, a empresa informou que “o reajuste aplicado em janeiro de 2026 resulta em impacto na tarifa final entre aproximadamente 0,4% e 5%, conforme o perfil de consumo”, e destacou que os valores homologados são publicados oficialmente no Diário Oficial do Estado e no site da companhia.
Apesar do parcelamento, um estudo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) aponta que o reajuste aprovado pode gerar um custo extra de cerca de R$ 60 milhões por ano aos consumidores de gás natural no Amazonas. A revisão foi dividida em três parcelas anuais de 14,12%, aplicadas em 2025, 2026 e 2027.
A diretora-executiva de gás natural do IBP, Sylvie D’Apote, avalia que há uma distorção entre o comportamento dos preços na cadeia.
“Enquanto há queda no preço da produção por causa da competitividade, a distribuição, por ser um monopólio natural, segue no sentido contrário. Isso é ruim para o consumidor, que acaba não sentindo os benefícios da competição”, afirmou.
Procurada para explicar os motivos do aumento, a Arsepam informou que dois fatores pesaram na decisão: a conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que reduziu em quase 20% a demanda das usinas térmicas no Amazonas, e os investimentos superiores a R$ 1 bilhão realizados pela Cigás na ampliação da rede de tubulação.
Em nota, a agência reguladora destacou que o parcelamento do índice foi adotado para evitar impacto imediato maior.
“Para garantir a modicidade tarifária, o reajuste de 42,36% foi diluído em três parcelas anuais, evitando um choque tarifário para os consumidores”, informou.
Com Informações da Companhia de Gás do Amazonas
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






