O planejamento da Pesca do Mapará 2026 começou nesta terça-feira (4) em Careiro da Várzea, na Região Metropolitana de Manaus, com reuniões do Sebrae/AM, secretarias de pesca, vereadores e pescadores. A iniciativa tem como objetivo garantir organização, sustentabilidade e retorno econômico para os moradores das comunidades ribeirinhas da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago dos Reis.
Preparação e ordenamento pesqueiro
A Pesca do Mapará 2026 está prevista para iniciar na segunda quinzena de março. Para garantir uma atividade organizada, os órgãos envolvidos estão realizando alinhamentos sobre regras de manejo sustentável, atualizando cadastros de pescadores e canoas, e promovendo oficinas de capacitação.
Leocy Cutrim, gestor do Projeto de Recursos Pesqueiros do Sebrae/AM, destacou que o ordenamento é essencial para o sucesso da atividade. “Estamos estruturando o planejamento das ações preparatórias, com reuniões nas comunidades, oficinas de ordenamento pesqueiro, cadastro de canoas e pescadores e alinhamento com parceiros locais e estaduais. Esse processo garante uma pesca organizada, sustentável e com retorno econômico direto para quem vive da atividade”, afirmou.
Importância econômica e ambiental
Segundo João Bosco Ferreira, da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepa), o mapará é um dos principais recursos pesqueiros do Amazonas. Cada safra envolve de 700 a 800 pescadores, produz cerca de 300 toneladas de pescado nos primeiros dias de pesca e movimenta pelo menos R$ 1,5 milhão diretamente para os pescadores.
O secretário municipal de Pesca e Aquicultura do Careiro da Várzea, Mozamir Alves, reforçou que o planejamento antecipado é crucial para evitar a pesca irregular e proteger o ecossistema do Lago dos Reis, garantindo benefícios para as gerações atuais e futuras.
Impacto para os pescadores
O pescador artesanal Rusulo Marcos Chagas destacou que a organização e o apoio institucional ajudam a melhorar práticas de pesca e negociação. “O mapará é a fonte de renda e de sobrevivência da minha família. Com as orientações, oficinas e apoio dessas instituições, a gente aprende a pescar de forma consciente e também a negociar melhor o nosso produto”, afirmou.
Próximas etapas
As reuniões de ordenamento pesqueiro seguem ao longo de fevereiro em diferentes comunidades da APA, com cadastros, oficinas e alinhamentos técnicos. A iniciativa integra esforços do Sebrae, Governo do Estado e Prefeitura para fortalecer a pesca artesanal como atividade econômica sustentável, organizada e geradora de oportunidades no interior do Amazonas.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






