Cidades do interior do Amazonas enfrentam uma seca fora de época, que reduz o nível dos rios e compromete a operação de portos e o transporte fluvial. O fenômeno já atinge comunidades do Alto Solimões, causando dificuldades para passageiros, trabalhadores e escoamento de produtos.
Em Tabatinga, a cerca de 1.100 quilômetros de Manaus, navios de grande porte não conseguem atracar nos portos devido ao baixo nível do rio. As embarcações têm parado em pontos mais distantes, obrigando passageiros e trabalhadores a percorrer trechos que normalmente estariam submersos. Moradores relatam dificuldades para transporte e aumento do risco de encalhe de balsas e flutuantes.
A situação também ocorre em Coari, a 360 quilômetros da capital, onde a área portuária secou parcialmente, interferindo nas operações. Trabalhadores afirmam que a água recuou até próximo das boias de sinalização, alterando o embarque e desembarque e preocupando quem depende do rio para locomoção ou transporte de produtos.
Especialistas atribuem o cenário a temperaturas acima da média e baixos índices de umidade, que reduziram o volume de chuvas nas cabeceiras dos rios. Dados do Serviço Geológico do Brasil indicam que dezembro teve precipitação muito abaixo do normal, mantendo a recessão nos rios do Alto e Médio Solimões e impactando até Manaus, onde o Rio Negro sobe cerca de 1 centímetro por dia.
A expectativa é que novas chuvas nos próximos dias ajudem a elevar o nível dos rios e normalizar a navegação e operações portuárias no interior do estado.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






