O Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) completou 45 anos de criação e foi tema de um encontro que reuniu autoridades e representantes de órgãos ambientais de todo o país, na terça-feira, 10, no auditório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília.
O evento contou com a participação do secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, além de representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma) e da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Durante a programação, autoridades discutiram a trajetória do Sisnama e os desafios atuais da política ambiental brasileira, incluindo temas como mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e integração entre diferentes níveis de governo. Em sua participação, Taveira destacou a importância do sistema para a consolidação da política ambiental no país, especialmente no período de redemocratização brasileira.
“É uma grande honra participar desses 45 anos de celebração do Sisnama. A história da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente se confunde com a história do fortalecimento da agenda ambiental no Brasil”, afirmou.
O secretário também abordou a necessidade de maior integração entre União, estados e municípios na condução das políticas ambientais. Segundo ele, um dos principais desafios atuais é conciliar a preservação ambiental com as demandas por desenvolvimento econômico e social.
“Integrar a agenda ambiental entre estados e municípios é fundamental para que possamos equilibrar conservação ambiental com crescimento econômico e desenvolvimento social”, disse.
Agenda ambiental e desigualdades
Durante o debate, o secretário também destacou as particularidades da agenda ambiental em países latino-americanos e, especialmente, na Amazônia. De acordo com Taveira, as políticas ambientais da região precisam considerar desafios adicionais, como redução da pobreza, inclusão social e desigualdades históricas, além das metas globais de combate às mudanças climáticas.
“A agenda ambiental na América Latina muitas vezes precisa lidar com desafios sociais urgentes, como redução da pobreza e inclusão social, ao mesmo tempo em que enfrenta os impactos das mudanças climáticas”, afirmou.
Ele também destacou a importância de ampliar o debate sobre justiça climática e justiça ambiental, relacionando a pauta ambiental à redução de desigualdades.
Debates técnicos
A agenda do secretário em Brasília também incluiu participação em um seminário sobre a Resolução Conama nº 510/2025, realizado no auditório do Prevfogo, na sede do Ibama. O encontro reuniu representantes de órgãos ambientais para discutir a aplicação da norma e os instrumentos que integram o processo de autorizações ambientais no país.
A programação também contou com painéis sobre o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), além de debates sobre coordenação federativa e o papel dos estados na implementação das políticas ambientais.
Com Informações da Sema
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






