O Sri Lanka decretou feriado público às quartas-feiras como parte de um conjunto de medidas para reduzir o consumo de combustível. A decisão ocorre em meio à crise de abastecimento de petróleo provocada por conflitos no Oriente Médio, que afetaram o fluxo no Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Desde os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro, o tráfego na região foi reduzido e os preços do petróleo registraram alta.
No Sri Lanka, a medida já começou a valer. Escolas, universidades e repartições públicas passam a fechar uma vez por semana. Serviços de transporte, como trens e ônibus, também terão funcionamento reduzido nesses dias. Hospitais e serviços essenciais seguem operando normalmente.
Além do feriado semanal, o país ampliou o racionamento de combustível. A distribuição agora segue um sistema baseado no número final da placa dos veículos. Segundo o presidente da estatal Ceylon Petroleum Corporation, S. Rajakaruna, o objetivo é reduzir filas e controlar a demanda.
O país, com cerca de 22 milhões de habitantes e uma única refinaria, gastou aproximadamente US$ 4 bilhões com importação de derivados de petróleo no último ano.
Medidas em outros países
Governos de diferentes regiões também adotaram ações para enfrentar a crise energética:
- Índia: proibiu consumidores com gás encanado de reter botijões de GLP, acionou medidas emergenciais e priorizou o abastecimento doméstico.
- Coreia do Sul: ampliou uso de usinas nucleares e flexibilizou limites para geração a carvão.
- China: suspendeu exportações de combustíveis refinados e liberou fertilizantes de reservas.
- Austrália: liberou gasolina e diesel das reservas para abastecer setores produtivos.
- Japão: solicitou aumento no fornecimento de gás natural liquefeito à Austrália.
- União Europeia: orienta flexibilização de regras para importação de gás.
- Itália: avalia redução de impostos sobre combustíveis e aumento de tributação sobre empresas do setor.
- Malásia: ampliou subsídios para manter preços da gasolina.
- Tailândia: negocia compra de petróleo e limita preços do diesel.
- Filipinas: amplia geração a carvão e regula tarifas de energia.
- Brasil: adotou medidas para eliminar impostos federais sobre o diesel.
- Egito: fixou preço do pão não subsidiado.
- Etiópia: aumentou subsídios ao combustível.
As medidas refletem tentativas de conter o impacto da alta do petróleo sobre o abastecimento interno e os custos de energia.
Com informações da Folha de São Paulo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus





