A Águas de Manaus anunciou que a tarifa de água e esgoto pode ter aumento de até 6,74% a partir de janeiro de 2026. O reajuste considera correção inflacionária, parcelas do parcelamento de dívidas da pandemia de Covid-19 e o incremento tarifário anual previsto em contrato.
O reajuste de 6,74% é composto por três parcelas: 1,17% de correção inflacionária referente a novembro de 2024 a dezembro de 2025; 3,92% correspondentes à parcela anual do parcelamento da inflação de 2020 e 2021, diluída em 14 anos; e 1,65% de incremento anual derivado da revisão contratual de 2022 para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro.
A revisão tarifária segue o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas, indicador previsto no contrato de concessão firmado em 2000, quando ocorreu a privatização dos serviços de água e esgoto em Manaus. Durante a pandemia, os reajustes chegaram a 24,52% em 2020 e 17,89% em 2021, posteriormente parcelados para reduzir o impacto no bolso do consumidor.
O reajuste da tarifa de água influencia a tarifa de esgoto. Atualmente, a Águas de Manaus cobra 75% do valor da água, mesmo que o contrato preveja 100%. O percentual reduzido valerá até maio de 2027, conforme acordo firmado com vereadores da CPI da Águas de Manaus.
A concessionária tem realizado obras de expansão da rede de água e esgoto, com investimentos bilionários, incluindo financiamento de R$ 1,5 bilhão do BNDES, visando cumprir metas do Marco Legal do Saneamento, que estabelece cobertura de 99% para água potável e 90% para coleta e tratamento de esgoto. Atualmente, a cobertura de esgoto em Manaus é de 35%.
Paralelamente, a Águas de Manaus cobra tarifa de esgoto de residências localizadas em vias com rede instalada, mesmo que não estejam conectadas. A empresa afirma que a prática é amparada pelo Novo Marco do Saneamento e pelo Manual de Prestação de Serviços e Atendimento ao Consumidor, enquanto vereadores afirmam que a cobrança, em alguns casos, ocorre sem efetiva prestação do serviço.
A concessionária informou que ainda discute o reajuste com a prefeitura e não definiu o valor final da cobrança.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






