Trump afirma que Cuba deixará de receber petróleo e dinheiro e exige acordo com os EUA

Presidente dos EUA publica aviso em rede social após fim de apoio venezuelano; líder cubano Miguel Díaz-Canel responde defendendo soberania
Foto: Wikipédia / Official White House Photo by Molly Riley

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo (11), em sua rede social que Cuba não terá mais o fornecimento de petróleo e recursos financeiros que recebia da Venezuela, em uma mensagem que também instou o governo cubano a chegar a um acordo com Washington antes que seja “tarde demais”.

Trump afirmou que “Cuba viveu, durante muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela” em troca de “serviços de segurança” prestados aos governos venezuelanos, mas que “isso acabou” e que “não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba — ZERO!”.

O presidente norte-americano também sugeriu a necessidade de um acordo com Havana ao afirmar que “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu às declarações nas redes sociais, caracterizando o país como “livre, independente e soberano” e afirmando que “ninguém nos dirá o que fazer”. Segundo ele, Cuba tem sido agredida pelos EUA há 66 anos e está disposta a “defender a Pátria até a última gota de sangue”.

Díaz-Canel também afirmou que as carências econômicas enfrentadas pela população cubana resultam das medidas de asfixia extrema aplicadas pelos Estados Unidos nas últimas décadas, e que críticas à revolução cubana por sua situação econômica deveriam “se calar por vergonha”.

Além da declaração do presidente cubano, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acrescentou que seu país tem o direito de importar combustível de mercados dispostos a exportá-lo e que Havana não recebe compensações por quaisquer serviços de segurança prestados em outros países. (Deutsche Welle)

As mensagens de Trump e de Díaz-Canel foram publicadas no contexto de tensão crescente na região após a recente operação norte-americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e no corte abrupto do apoio petrolífero venezuelano a Cuba.


Com informações da Agência Brasil*

Por Haliandro Furtado — Redação da Jovem Pan News Manaus