Trump afirma que “uma civilização inteira vai morrer hoje” ao pressionar o Irã

Presidente dos EUA afirma que ataques podem atingir infraestrutura e população caso não haja acordo com Irã
Foto: Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7), que o Irã pode sofrer ataques de grande escala caso não haja acordo para reabrir o Estreito de Hormuz. A declaração foi publicada na rede Truth Social.

Trump estabeleceu prazo até 21h (horário de Brasília) para que Teerã aceite a reabertura da rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Segundo ele, caso não haja acordo, ações militares poderão começar à 1h de quarta-feira (8), com alvos incluindo pontes e usinas de energia.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu o presidente.

A declaração amplia o tom das ameaças feitas na véspera, quando Trump afirmou que o país poderia ser destruído em uma única noite. Em evento ao lado da primeira-dama, Melania Trump, ele negou que possíveis ataques à infraestrutura civil configurariam crimes de guerra.

Na mesma publicação, o presidente citou mudanças na liderança iraniana após a morte de Ali Khamenei e afirmou que há espaço para negociação com novos dirigentes. O atual líder, Mojtaba Khamenei, assumiu após o início do conflito.

Do lado iraniano, não houve indicação de recuo. Autoridades informaram que o país rejeitou proposta de cessar-fogo temporário e condicionou qualquer negociação à interrupção total dos ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel, além de garantias de não retomada e compensações por danos.

O governo iraniano também convocou a população para formar correntes humanas em torno de instalações estratégicas, como usinas de energia. O vice-ministro dos Esportes, Alireza Rahimi, pediu a participação de atletas e artistas. “Atacar infraestrutura pública é um crime de guerra”, afirmou.

Desde o início do conflito, a Casa Branca tem sido questionada sobre a possibilidade de mudança de regime no Irã. O governo afirma que esse não é o objetivo central das operações e que a definição da liderança cabe à população iraniana.


Com informações da Folha de São Paulo*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus