O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira o adiamento, por cinco dias, de ataques contra infraestruturas energéticas do Irã. Segundo ele, a decisão foi tomada após conversas consideradas produtivas entre Washington e Teerã no fim de semana.
Autoridades iranianas negaram qualquer negociação. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que não houve contato direto ou indireto com o governo americano e que a suspensão das ações militares ocorreu após ameaças de retaliação contra alvos energéticos na região.
Em comunicado, Trump afirmou que determinou ao Departamento de Guerra a suspensão temporária das operações, condicionada ao avanço das discussões. O presidente também declarou que há pontos de concordância entre os dois países e que um acordo pode ser alcançado em breve.
Irã nega diálogo e mantém posição
Veículos estatais iranianos, como as agências Tasnim e Mehr, reiteraram que não há negociações em curso. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, as declarações de Trump fazem parte de uma estratégia para influenciar os preços da energia e ganhar tempo para ações militares.
O Irã também afirmou que continuará respondendo a qualquer ofensiva e que não pretende alterar sua posição enquanto não atingir o que chamou de nível necessário de dissuasão.
Tensões no Estreito de Ormuz
Antes do anúncio, Trump havia estabelecido um prazo de 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Teerã respondeu que poderia atingir infraestruturas estratégicas no Oriente Médio, incluindo sistemas de energia e instalações com participação americana. O país também ameaçou ampliar ataques a regiões que abastecem bases dos Estados Unidos.
Impacto no mercado e reação política
Após o anúncio da suspensão, os preços do petróleo registraram queda e os futuros do mercado de ações dos Estados Unidos avançaram. O movimento foi interpretado como tentativa de reduzir a pressão econômica causada pelo conflito.
Nos Estados Unidos, o senador Chris Murphy afirmou que a decisão teve como objetivo acalmar os mercados financeiros. Segundo ele, o anúncio não representa avanço diplomático, mas resposta à instabilidade econômica.
Movimentação militar e estratégia
Relatos indicam que os Estados Unidos avaliam medidas para pressionar o Irã, incluindo ações sobre a Ilha de Kharg, ponto estratégico para exportação de petróleo. Um contingente de militares americanos foi deslocado para o Oriente Médio, elevando a possibilidade de nova escalada do conflito.
Trump afirmou que busca um acordo que encerre as hostilidades e impeça o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. O presidente também disse que Israel foi informado sobre as tratativas.
Situação interna no Irã
Informações de fontes de segurança indicam incerteza sobre a liderança iraniana. Relatos apontam que Mojtaba Khamenei estaria ferido e isolado, sem comunicação regular.
Segundo essas fontes, a Guarda Revolucionária ampliou o controle interno, enquanto lideranças religiosas assumem funções na condução da crise e na repressão a opositores.
A ausência de informações públicas sobre o líder reforça dúvidas sobre a estrutura de comando no país em meio à continuidade do conflito.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






