A Noruega se mantém como principal produtora mundial de bacalhau, com uma produção que ultrapassa 500 mil toneladas por ano, entre pescado fresco, congelado e salgado. O volume coloca o país em posição dominante na cadeia global, com forte presença em mercados internacionais — incluindo o Brasil, que figura entre os maiores compradores do produto.
De acordo com dados do Norwegian Seafood Council, responsável pelo monitoramento das exportações, mais da metade do bacalhau legítimo consumido no mundo tem origem norueguesa. O país concentra desde a captura, realizada em embarcações de alta tecnologia, até o processamento industrial, com etapas como salga e secagem.
O desempenho da Noruega é sustentado por fatores naturais e estruturais. As águas frias do Mar do Norte e do Mar de Barents oferecem condições favoráveis para o desenvolvimento do bacalhau do Atlântico (Gadus morhua). Além disso, o país opera com sistemas pesqueiros altamente regulados, com controle de cotas e monitoramento em tempo real das capturas.
Enquanto isso, países como Islândia, Rússia e Groenlândia também participam da atividade, mas em menor escala. A Noruega mantém liderança em volume, regularidade de produção e padronização do produto.
No campo econômico, o bacalhau representa uma das principais fontes de receita marítima do país. Em 2023, as exportações do pescado e seus derivados geraram mais de NOK 11 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 5,5 bilhões.
O Brasil aparece como um dos principais mercados consumidores, com forte demanda especialmente em períodos tradicionais como a Semana Santa e o Natal. Em algumas temporadas, o país responde por mais de 20% do volume global de bacalhau salgado e seco, consolidando uma relação histórica de consumo.
Outro fator que sustenta a presença norueguesa no mercado internacional é o controle sobre a sustentabilidade. A atividade pesqueira segue regras rígidas, com definição de cotas anuais e fiscalização constante. Em caso de descumprimento, embarcações podem sofrer sanções, incluindo perda de licenças.
Além disso, o país investe em rastreabilidade, permitindo acompanhar o produto desde a captura até o consumidor final. Esse modelo atende a exigências sanitárias de mercados como União Europeia, Estados Unidos, China e Brasil.
A combinação entre tecnologia, controle ambiental e padronização industrial posiciona o bacalhau norueguês como produto de alto valor agregado, com presença consolidada em diferentes segmentos, do consumo popular ao mercado premium.
Com Informações de relatórios internacionais do setor pesqueiro
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






