Varejo fecha dezembro em queda e sinaliza economia em ritmo mais lento no Brasil

Dados do IBGE mostram recuo nas vendas no fim de 2025 e reforçam cenário de desaceleração puxado por juros altos e crédito restrito

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram em dezembro de 2025, confirmando um movimento de desaceleração da atividade econômica no país. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o setor registrou queda de 0,4% no último mês do ano, após ter avançado 1% em novembro. No acumulado de 2025, o crescimento foi de 1,6%, abaixo do ritmo observado em 2024.

O resultado mensal veio pior do que o esperado pelo mercado e reflete um ambiente mais desafiador para o consumo, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao crédito. Economistas apontam que juros elevados e menor oferta de financiamento afetaram principalmente a compra de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos, veículos e materiais de construção, enquanto setores de consumo essencial, como supermercados e farmácias, sustentaram parte do desempenho anual.

A leitura dos dados também indica que o enfraquecimento do varejo não se concentrou em um único segmento. Houve retração tanto nas atividades mais ligadas à renda quanto nas dependentes de crédito, reforçando a percepção de uma demanda mais cautelosa no fim do ano. Ainda assim, analistas destacam que o setor completou o nono ano consecutivo de crescimento anual, embora no menor patamar desde 2022.

Para 2026, a expectativa do mercado é de um crescimento mais moderado da economia brasileira, com impacto direto sobre o comércio. A avaliação é que medidas de estímulo à renda podem evitar uma desaceleração mais intensa, mas o patamar elevado dos juros deve continuar limitando o avanço do consumo, sobretudo nos segmentos que dependem de financiamento.

 

Com Informações do Site Metrópoles

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus