Wilson Lima anuncia filiações e pré-candidatos do União Brasil para eleições de 2026 no Amazonas

Partido oficializa nomes para Câmara, Assembleia Legislativa e Senado durante janela partidária; disputa pelo governo do estado segue indefinida

O governador do Amazonas, Wilson Lima, liderança do União Brasil no estado, oficializou nesta semana os primeiros pré-candidatos da sigla para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante reunião na sede do partido, na zona Centro-Sul de Manaus, e marcou também a formalização de novas filiações dentro da janela partidária, que se encerra em 4 de abril.

A movimentação consolida os primeiros nomes da legenda para a disputa proporcional, tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa do Amazonas, além da apresentação de um pré-candidato ao Senado. Até o momento, no entanto, não há definição sobre candidatura ao governo do estado.

Entre os nomes anunciados para a Assembleia Legislativa estão Carlinhos Bessa, Dr. Gomes, Vanderley Monteiro e a vereadora Taísa Lipe, que oficializaram filiação ao partido e devem disputar vagas no legislativo estadual. Para o Senado, o nome apresentado foi o do vereador Rodrigo Sá.

“Essa pré-candidatura é fruto de conversas e articulações internas, buscando representar nossa base no Senado”, afirmou Rodrigo Sá.

Exonerações abrem caminho para pré-candidaturas legislativas

Como parte da estratégia, nove secretários e gestores de órgãos estratégicos foram exonerados nos últimos dias, permitindo que se desincompatibilizem para concorrer a cargos eletivos. Entre os nomes que deixam a administração, estão gestores de áreas como segurança, assistência social, turismo e infraestrutura. A medida sinaliza a intenção de fortalecer a base política do governador tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.

No plano federal, a chapa conta com pré-candidaturas femininas estratégicas, incluindo Joana Darc Cordeiro de Lima, Therezinha Ruiz de Oliveira e Patrícia Lopes Miranda. Já para a Assembleia Legislativa, foram anunciados pré-candidatos como Marcus Vinicius Oliveira de Almeida, Kely Patricia Paixão Silva, Marcellus José Barroso Campêlo, Marcel Alexandre da Silva e Fábio Henrique dos Santos Albuquerque.

De acordo com analistas políticos, a definição desses nomes indica que a disputa legislativa do União Brasil no Amazonas está praticamente estruturada, ao mesmo tempo em que a corrida pelo governo do estado permanece em aberto.

O período da janela partidária permite que filiações e trocas de legenda sejam oficializadas, garantindo que pré-candidatos estejam aptos a concorrer. Até o fim de 4 de abril, novos movimentos podem ocorrer, reforçando ou modificando as estratégias eleitorais no estado.

Reflexões do governador sobre a gestão

Em entrevista durante o encontro, Wilson Lima ressaltou o caráter de missão de sua atuação política e comentou sobre os desafios enfrentados ao longo do mandato:

“A política pra mim não é profissão, ela é uma missão. Nunca foi um desejo pessoal ocupar o cargo que hoje eu ocupo, mas cheguei aqui pela vontade do povo do Amazonas e sou muito grato e honrado por isso. Passamos momentos muito difíceis, enfrentando problemas históricos como saúde, questões sociais e combate à pobreza”, disse o governador.

Ele destacou ainda avanços na área da saúde, citando obras e serviços como o Complexo Sul e o aumento de leitos em hospitais públicos, além da realização de transplantes e procedimentos especializados. Segundo Lima, o governo também buscou reduzir conflitos institucionais, promovendo diálogo entre Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público, com o objetivo de focar em entregas concretas à população.

Cenário eleitoral

Embora as movimentações legislativas estejam avançadas, a disputa pelo governo estadual ainda carece de definições. O vice-governador Tadeu de Souza segue em articulação, enquanto analistas políticos observam o fortalecimento da base de Wilson Lima como estratégia para o próximo pleito.

Especialistas apontam que a antecipação de filiações e pré-candidaturas reflete não apenas a preparação de chapas eleitorais, mas também o desejo de consolidar uma narrativa de gestão eficaz, que será explorada politicamente durante a campanha.

“Movimentações precoces permitem mapear apoios, organizar estratégias e transmitir confiança ao eleitorado sobre capacidade de gestão”, afirma o cientista político Rafael Andrade.

As próximas semanas devem trazer novas definições, incluindo alianças e possíveis nomes para a disputa pelo governo do Amazonas, consolidando o cenário eleitoral do estado para 2026.

Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus