O ex-governador do Amazonas, Wilson Lima, se pronunciou na manhã deste domingo (5), sobre a renúncia ao cargo, formalizada na noite de sexta-feira (3), dentro do prazo de desincompatibilização eleitoral.
Em declaração pública, Lima afirmou que a decisão foi tomada após mudança no cenário político e avaliação sobre sua atuação fora do Executivo.
“Depois de muita reflexão, tomei uma das decisões mais importantes da minha vida pública. Estou deixando o cargo de governador do Amazonas”, disse.
O ex-governador também reconheceu que havia afirmado anteriormente que permaneceria no cargo até o fim do mandato.
“Sempre disse que cumpriria meu mandato até o fim. E disse isso porque era o que eu acreditava naquele momento”, declarou.
Segundo ele, a mudança de posição ocorreu diante de novas circunstâncias. “Governar exige tomar decisões difíceis, principalmente quando o cenário muda e o interesse do Estado precisa vir em primeiro lugar”, afirmou.
Ver essa foto no Instagram
Renúncia ocorreu dentro do prazo eleitoral
A saída de Wilson Lima e do então vice-governador Tadeu de Souza foi oficializada por volta das 23h de sexta-feira (3), em documentos protocolados no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Amazonas.
A medida atende à legislação eleitoral, que exige afastamento de cargos do Executivo até seis meses antes do pleito para quem pretende disputar outro cargo. Na carta de renúncia, Lima classificou o ato como “irrevogável e irretratável” e citou a necessidade de cumprir o prazo legal.
Com a saída simultânea, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, assumiu o governo do estado e permanecerá no cargo até 31 de dezembro de 2026.
Declaração cita ações do governo
No pronunciamento, Wilson Lima mencionou ações realizadas durante sua gestão, incluindo programas sociais e investimentos na saúde. “O auxílio estadual permanente assegurou comida no prato de 300 mil famílias”, disse.
Ele também citou ampliação de leitos hospitalares e ações no interior do estado. “Levamos UTIs e realizamos investimentos”, afirmou.
O ex-governador destacou ainda o período em que esteve à frente do Executivo, mencionando desafios enfrentados durante a pandemia e eventos climáticos. “Foram anos de desafios”, declarou.
Ao final, afirmou que o novo governo dará continuidade às ações. “Tenho o compromisso de que os programas sociais serão mantidos e aprimorados”, disse, ao se referir à gestão de Roberto Cidade.
Mudança altera cenário político no estado
A renúncia simultânea de governador e vice redesenhou o cenário político no Amazonas e abriu espaço para novas articulações eleitorais.
Wilson Lima passa a ser apontado como pré-candidato ao Senado. Já Tadeu de Souza deve disputar vaga na Câmara dos Deputados.
No governo estadual, a posse de Roberto Cidade ocorre em um momento de reorganização política, com impacto direto na disputa eleitoral de 2026.
Entre os nomes que se movimentam nos bastidores para a eleição ao governo estão David Almeida, Omar Aziz e Maria do Carmo.
Para o Senado, a disputa deve incluir nomes como Alberto Neto, Marcos Rotta, Marcelo Ramos, Plínio Valério e Eduardo Braga.
Processo eleitoral
A desincompatibilização é exigida pela legislação para evitar uso da estrutura pública em campanhas. A candidatura, no entanto, só será confirmada após convenções partidárias e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com as mudanças no Executivo, o Amazonas entra em fase de definição de candidaturas e alianças para as eleições de 2026.
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






