Mutirão intensifica ações de prevenção e diagnóstico da hanseníase em Manaus

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) iniciou nesta segunda-feira (12) a campanha “Janeiro Roxo”, com mutirão de prevenção, diagnóstico e conscientização sobre a hanseníase. As ações incluem consultas médicas, vacinação, testes rápidos e rodas de conversa com a comunidade.

A campanha “Janeiro Roxo” foi lançada nesta segunda-feira (12) com um mutirão de serviços de saúde voltados à prevenção e diagnóstico precoce da hanseníase em Manaus. O evento ocorreu na sede do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste, e integra ações de educação em saúde, triagem e acompanhamento clínico.

Durante o mutirão, coordenado pela Semsa com apoio do Morhan, foram oferecidos atendimentos em clínica geral, dermatologia e pediatria, além de vacinação e testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais.

Campanha e estratégias de prevenção:

Segundo Rosângela Castro, diretora do Distrito de Saúde Leste, a campanha segue até o final de janeiro, com unidades de saúde intensificando serviços para prevenção e diagnóstico precoce da hanseníase. Rodas de conversa nas comunidades são realizadas para esclarecer sintomas, importância do diagnóstico precoce e combate ao preconceito.

Vilmar Souza da Costa, coordenador do Morhan/Amazonas, reforça a importância de conscientizar a população sobre a cura da doença e a redução do estigma.

Todas as unidades de saúde oferecem avaliação clínica para identificar casos suspeitos, exames dermatológicos, aplicação do Questionário de Suspeição da Hanseníase (QSH) e testagem de pessoas que são contatos de pacientes diagnosticados.

Dados sobre a hanseníase em Manaus:

Em 2025, o município registrou 106 casos novos, incluindo dez em menores de 15 anos, evidenciando a transmissão ativa, especialmente entre familiares. A enfermeira Ana Cristina Malveira, chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase (Nuhan/Semsa), explica que a doença, causada pelo Mycobacterium leprae, possui incubação de dois a sete anos em média, com possibilidade de sinais demorarem até 20 anos para surgir.

Importância do diagnóstico precoce:

A hanseníase é dermato-neural, podendo causar sequelas físicas se o diagnóstico for tardio. O tratamento reduz o risco de incapacidades, já que o paciente deixa de transmitir a doença 72 horas após iniciar a medicação.

A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas, por meio de gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse ou espirro, sendo mais frequente em convivência domiciliar ou escolar.

Teste rápido e triagem de contatos:

O teste rápido, disponível em 12 unidades de saúde, detecta anticorpos específicos do bacilo causador da hanseníase, permitindo triagem ágil de contatos de casos confirmados, com resultados rápidos e sem necessidade de laboratório complexo. O exame facilita acompanhamento clínico, vigilância ativa e redução da transmissão.

Principais sintomas da hanseníase:

  • Manchas na pele esbranquiçadas, amarronzadas ou avermelhadas, com perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato;

  • Sensação de fisgada, choque, dormência, câimbras e formigamento em braços, mãos, pernas ou pés;

  • Inchaço e dor nas mãos, pés e articulações;

  • Diminuição de suor e pelos, principalmente nas sobrancelhas;

  • Redução da força muscular, principalmente nas mãos.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.