Moraes determina transferência de Bolsonaro para a “Papudinha”, no Complexo da Papuda, no Distrito Federal

Ex-presidente ficará no 19º Batalhão da PMDF, unidade destinada a presos com direito à sala de Estado-Maior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”.

A unidade está localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, na região do Jardim Botânico, em Brasília. No local, Bolsonaro deverá ficar em uma sala de Estado-Maior, estrutura prevista em lei para presos que possuem essa prerrogativa.

O que é a “Papudinha”

A chamada “Papudinha” é o nome informal do prédio do 19º Batalhão da PMDF, situado a poucos metros do presídio da Papuda, onde ficam presos comuns. A unidade tem capacidade para cerca de 60 detentos e, até o início de novembro, abrigava 52 presos.

O batalhão conta com oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, equipados com banheiro com box e chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. Segundo a Polícia Militar, as instalações passaram por reforma em 2020.

Os presos podem receber itens de higiene, limpeza, roupas e enxoval padronizados pela administração penitenciária. Também é permitido o acesso a televisores e equipamentos de ventilação mecânica, conforme as regras internas da unidade.

Ainda de acordo com a PMDF, o local dispõe de sala exclusiva para atendimento de advogados, consultório médico interno, com atendimentos semanais realizados por profissionais da Secretaria de Saúde, além de área para práticas esportivas e pista de caminhada.

Quem pode ficar na unidade

O Núcleo de Custódia da Polícia Militar é destinado a três perfis principais:

  • Militares estaduais que ainda mantêm vínculo com a corporação;
  • Presos militares que aguardam eventual condenação com possível perda do cargo;
  • Civis com direito legal à sala de Estado-Maior, como advogados inscritos na OAB e autoridades.

O mesmo local também foi designado para o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, condenado a 24 anos de prisão, conforme determinação do STF.

 

Com Informações do G1

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus