Amazonas registra 60,63% da população nas classes A, B e C com renda entre R$ 9,6 mil e R$ 48,1 mil

Entre 2022 e 2024, 60,63% da população do Amazonas passou a integrar as classes A, B e C, segundo estudo da FGV. O crescimento representa um aumento de 15,21 pontos percentuais em relação a 2022, refletindo avanços na renda do trabalho e políticas públicas de transferência de renda.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que 60,63% da população do Amazonas, equivalente a cerca de 2,3 milhões de pessoas, agora pertence às classes A, B e C, com renda entre R$ 9,6 mil e R$ 48,1 mil. O levantamento cobre o período de 2022 a 2024 e evidencia aumento de 15,21 pontos percentuais em relação a 2022.

O estudo da FGV classifica as famílias do Amazonas de acordo com a renda mensal:

  • Classe A: acima de 20 salários mínimos (R$ 48.180,00);

  • Classe B: entre 10 e 20 salários mínimos (R$ 24.079,00 e R$ 48.180,00);

  • Classe C: entre 4 e 10 salários mínimos (R$ 9.631,60 e R$ 24.079,00).

Com base no Censo 2022 do IBGE, que aponta 3.941.613 habitantes no estado, os percentuais correspondem a aproximadamente 2,3 milhões de pessoas atualmente, contra 1,79 milhão em 2022.

Segundo a FGV, o crescimento nas classes sociais foi impulsionado pelo aumento da renda do trabalho, aliado à integração de políticas públicas de transferência de renda e ao acesso ampliado ao mercado de trabalho.

No contexto nacional, o estudo indica que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza entre 2022 e 2024, passando a integrar classes de maior renda, com aumento de 8,44 pontos percentuais.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destacou que os dados refletem efeitos além da transferência direta de renda. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda”, afirmou.

O levantamento ressalta que a renda proveniente do trabalho foi um dos principais fatores para a mobilidade social observada no Amazonas durante o período estudado, reforçando a importância de políticas que promovam inclusão econômica e desenvolvimento social.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.