A paralisação dos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será mais longa do que o esperado. De acordo com comunicado oficial, as plataformas da autarquia só devem voltar a funcionar às 23h do dia 1º de fevereiro, após um período de manutenção técnica iniciado na noite de terça-feira, 27.
Segundo nota do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a suspensão ocorre para a execução de procedimentos de modernização e reforço da segurança cibernética, o que deixa temporariamente indisponíveis consultas a dados cadastrais, vínculos empregatícios, contribuições previdenciárias e histórico de benefícios.
Na prática, a medida afeta diretamente processos administrativos e judiciais em todo o país, uma vez que advogados, magistrados e servidores da Justiça Federal ficam impedidos de acessar informações essenciais para análise e andamento de demandas previdenciárias. O INSS informou que, durante o período, apenas o sistema PrevJud permanece ativo, restrito ao recebimento de ordens judiciais.
Impacto nos prazos e nos segurados
A manutenção prolongada exige cautela por parte de segurados e profissionais da área previdenciária. A indisponibilidade dos sistemas provoca atrasos inevitáveis na implantação de benefícios, no cumprimento de decisões judiciais e no envio de respostas técnicas, mesmo nos casos em que há ordens já expedidas. De acordo com o advogado Mário Vianna, especialista em Direito Previdenciário e CEO da Vianna Advocacia, o cenário pede alinhamento de expectativas.
“Todo começo de ano, com o reajuste do salário-mínimo, há também o aumento da margem consignável. Isso gera uma explosão de consultas para empréstimos, o que acaba sobrecarregando os sistemas da Dataprev. Neste ano, a estimativa foi de um aumento de cerca de 700% nessas consultas, e as instabilidades já vinham sendo sentidas desde o início de janeiro”, explicou.
Reflexos no interior do Amazonas
No Amazonas, os impactos tendem a ser ainda mais sensíveis, especialmente no interior do estado. Muitos segurados dependem de deslocamentos longos para atendimentos presenciais, perícias médicas ou regularização de pendências, o que dificulta remarcações e amplia a insegurança durante o período de instabilidade.
“Fica a dúvida sobre como serão tratados os prazos que não puderam ser cumpridos por falha do sistema e aqueles atendimentos presenciais já agendados. É legítimo questionar se não haveria uma forma de realizar essas atualizações sem penalizar novamente os segurados, que quase sempre acabam pagando essa conta”, avaliou o advogado.
Enquanto os sistemas permanecem fora do ar, a recomendação é acompanhar comunicados oficiais do INSS e do Judiciário, além de manter registros de prazos e protocolos, para evitar prejuízos futuros após a retomada dos serviços.
Com Informações do Instituto Nacional do Seguro Social
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






