A campeã olímpica Tandara Caixeta anunciou, na noite desta segunda-feira (2), sua aposentadoria do vôlei. Aos 37 anos, a ex-oposta da seleção brasileira encerra a carreira enquanto cumpre suspensão das quadras até julho de 2027, resultado de uma condenação por doping no âmbito do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem.
O anúncio foi feito por meio das redes sociais, acompanhado de uma imagem em que Tandara aparece vestindo a camisa da seleção brasileira. Na publicação, a atleta fez um balanço da trajetória no esporte, destacou o orgulho de representar o país e agradeceu às pessoas que fizeram parte de sua caminhada profissional.
- Após anos dedicados a esta linda e apaixonante modalidade, chegou o momento de me despedir das quadras que me viram crescer, lutar e conquistar. […] Foram anos de muito trabalho, suor, emoções e, principalmente, amizades que levarei para toda a vida. Cada vitória foi um reflexo do esforço coletivo, cada derrota, uma lição aprendida.
Sobre o futuro profissional, Tandara não deu detalhes, mas afirmou estar “ansiosa por novos desafios e pela oportunidade de continuar contribuindo para o esporte, agora de uma forma diferente”.
Dentro de quadra, Tandara construiu um currículo relevante com a seleção brasileira. Além do ouro olímpico em Londres 2012, conquistou o bronze no Mundial de 2014, três títulos de Grand Prix, uma Copa dos Campeões e o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011. No cenário nacional, atuou por clubes como Osasco, Sesc-Flamengo e Minas, com passagens marcantes pela Superliga.
Apesar das conquistas, os últimos anos da carreira foram marcados por punições. A atleta está suspensa até 6 de julho de 2027, em seu terceiro afastamento, após descumprir uma penalidade imposta pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). A infração mais recente ocorreu em maio de 2024, quando participou do Campeonato Brasileiro de Master, mesmo cumprindo suspensão de quatro anos. Tandara chegou a vencer o torneio, mas a participação resultou em nova punição.
O primeiro afastamento ocorreu de forma preventiva durante as Olimpíadas de Tóquio, impedindo sua participação na campanha que terminou com a medalha de prata para o Brasil. Segundo a ABCD, a coleta que detectou a substância proibida foi realizada em 7 de julho de 2021, no Rio de Janeiro, antes do embarque da delegação para o Japão. A ostarina, substância encontrada no exame, integra a classe dos anabolizantes e atua na modulação do metabolismo, podendo favorecer o ganho de massa muscular.
Na época, Tandara alegou contaminação cruzada e chegou a processar duas farmácias. No entanto, a justificativa não foi aceita pelas autoridades, diante de inconsistências apontadas ao longo do processo.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Divulgação/FIVB






