A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), operação para apurar o suposto vazamento de dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A investigação tramita no âmbito do inquérito das fake news.
A decisão que autorizou a operação foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Os alvos da operação são servidores vinculados à Receita Federal, investigados sob suspeita de acessar e repassar informações fiscais protegidas por sigilo.
Além das buscas, Moraes determinou medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator do caso.
Em janeiro, Moraes determinou a abertura de nova apuração para investigar eventual quebra ilegal de sigilo fiscal envolvendo integrantes da Corte e seus familiares, incluindo possível atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Em nota, a Receita Federal informou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e destacou que seus sistemas são rastreáveis e auditáveis. Segundo o órgão, uma auditoria foi determinada para identificar eventuais acessos irregulares nos últimos três anos, e os resultados preliminares já foram comunicados ao relator do caso.
A investigação segue em andamento.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






