Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares contra o Irã neste sábado (28), tendo como alvo integrantes da liderança política e militar iraniana. A ofensiva marcou a abertura de um novo confronto regional no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação buscava eliminar ameaças à segurança americana e abrir caminho para mudanças políticas no Irã. Em resposta, Teerã lançou mísseis contra Israel e alertou países do Golfo sobre possíveis retaliações.
Explosões foram registradas em Israel e também em países produtores de petróleo da região, que informaram ter interceptado projéteis iranianos após alertas prévios de ataque.
Ataques miraram liderança iraniana
A primeira fase da ofensiva, denominada pelo Pentágono como “Operação Fúria Épica”, teve como foco autoridades iranianas. Um oficial israelense informou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos, mas não havia confirmação sobre os resultados.
Fontes ligadas ao governo iraniano afirmaram que comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades políticas morreram nos ataques. A mídia estatal iraniana também relatou 40 mortes após um bombardeio contra uma escola, informação não confirmada de forma independente.
A escalada ocorre após negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano não apresentarem avanços.
Retaliações e tensão regional
A Guarda Revolucionária declarou que bases e interesses americanos estão ao alcance militar iraniano e que as respostas continuarão. O ministro das Relações Exteriores do Irã comunicou a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Iraque que o país utilizaria todos os meios militares para defesa.
Explosões foram ouvidas em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O Bahrein informou que a área próxima ao centro de apoio da Quinta Frota dos EUA foi atingida por mísseis. O Catar declarou ter interceptado projéteis direcionados ao país.
Também houve registros de explosões próximas à ilha iraniana de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do país pelo Estreito de Ormuz.
Impactos econômicos e militares
Companhias aéreas suspenderam voos em partes do Oriente Médio diante do risco de ampliação do conflito. Analistas do setor energético apontam possibilidade de alta no preço internacional do petróleo caso não haja redução das tensões.
Segundo Jorge Leon, da consultoria Rystad Energy, a continuidade do confronto pode elevar o preço do petróleo Brent entre US$ 10 e US$ 20 por barril.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação conjunta criaria condições para mudanças políticas internas no Irã. O ministro da Defesa israelense classificou a ação como preventiva.
Autoridades americanas indicaram que a campanha militar pode durar vários dias. Israel fechou o espaço aéreo e suspendeu atividades escolares e não essenciais.
Reação interna no Irã
Em Teerã, moradores formaram filas em bancos e postos de combustível diante do temor de novos ataques e possível interrupção da internet.
Uma moradora identificada como Maryam, de 54 anos, relatou à Reuters: “Estamos sendo mortos pelo regime e por Israel. Somos vítimas das políticas hostis deste regime.”
Trump declarou em vídeo que o objetivo da operação é impedir que o Irã obtenha armas nucleares e afirmou: “Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano.”
O conflito ocorre após uma guerra aérea de 12 dias entre Israel e Irã registrada em junho do ano passado e após repetidos alertas de Washington e Tel Aviv sobre possíveis ataques caso o programa nuclear e de mísseis balísticos iraniano avançasse.
Com informações da Reuters*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






