O Governo Federal iniciou o repasse de R$ 18 milhões a 2,4 mil agricultoras e agricultores da Amazônia Legal por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), dentro do Projeto Floresta+ Amazônia. Os recursos correspondem ao maior lote já destinado pela iniciativa e contemplam produtores que mantêm áreas de floresta preservadas em propriedades rurais.
O programa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com execução apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Os pagamentos começaram a ser efetuados na última semana aos beneficiários aprovados no edital PSA 02/2024, com valores individuais entre R$ 1.500 e R$ 28 mil.
Os agricultores beneficiados são responsáveis pela conservação conjunta de mais de 90 mil hectares de vegetação nativa em oito estados da Amazônia Legal. Do total de participantes, 43% são mulheres, que preservaram cerca de 40 mil hectares em suas propriedades.
Segundo a diretora de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do MMA, Roberta Cantinho, o programa amplia o alcance das políticas públicas ambientais junto aos produtores rurais.
“Com o PSA, o Governo Brasileiro reconhece o trabalho e o esforço das famílias que produzem em suas pequenas propriedades e mantêm a floresta em pé”, afirmou.
Pagamentos e critérios
Este é o primeiro lote de pagamentos de 2026 referente ao edital 02/2024, que já destinou mais de R$ 30 milhões desde sua criação, contribuindo para a conservação de mais de 150 mil hectares de floresta.
Os depósitos são realizados pelo Banco da Amazônia (Basa), diretamente nas contas informadas pelos agricultores no momento da inscrição. As comunicações são feitas por WhatsApp ou e-mail pelas equipes do projeto nos estados.
De acordo com o assessor técnico do Floresta+ Amazônia, Carlos Casteloni, recebem o benefício agricultores que participaram dos mutirões presenciais ou se inscreveram pelo site do programa e cumpriram os requisitos do edital, incluindo a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a manutenção de áreas de vegetação nativa.
O recurso pode ser utilizado livremente pelos beneficiários, sem necessidade de prestação de contas. Parte dos produtores utiliza o valor para investir na propriedade, com aquisição de sementes, ferramentas, cercamento de áreas e diversificação da produção.
Conservação e renda no campo
Entre os beneficiados está a agricultora Maria Pimentel Cruz, de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Ela informou que pretende utilizar o recurso para melhorias na residência rural e manutenção do igarapé existente na propriedade.
“A gente luta muito para manter uma roça de mandioca e o igarapé. Dá trabalho colher, fazer a farinha e levar para vender. Quando a gente recebe um dinheiro extra, dá muita satisfação”, declarou.
No município de Moju, no Pará, o agricultor Nazareno Castro afirmou que o incentivo reforça a decisão de manter a área preservada aliada à produção rural.
“Receber um recurso para preservar é um prêmio que só nos incentiva ainda mais e mostra que estamos no caminho certo”, disse.
O Projeto Floresta+ Amazônia busca incentivar a conservação ambiental por meio da remuneração direta aos produtores que mantêm a floresta preservada, associando proteção ambiental à geração de renda no meio rural.
Com informações da Agência Gov*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






