O Brasil formalizou parceria com a Interpol para intensificar o combate ao tráfico transnacional de drogas e ao crime organizado na América do Sul. A iniciativa terá como base principal o Escritório Regional da Interpol em Buenos Aires, Argentina, e contará com equipes especializadas.
Em Manaus, o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia) funcionará como polo complementar, com foco na segurança regional e no monitoramento de fluxos ilícitos nas áreas de fronteira. O país será o principal financiador do programa.
Agentes da Polícia Federal e de forças policiais parceiras da região serão recrutados pela Interpol e atuarão de forma integrada, com intercâmbio permanente de dados e inteligência. Entre as prioridades estão o mapeamento de rotas de tráfico e atividades criminosas, especialmente na Amazônia, onde a extensão territorial favorece a atuação de organizações transnacionais.
O modelo segue a experiência das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenadas pela Polícia Federal, e busca ampliar a atuação para o âmbito regional. A iniciativa também inclui identificação, rastreamento, recuperação e destinação de ativos de origem ilícita, visando descapitalizar organizações criminosas e reinvestir recursos em políticas públicas.
O programa terá acesso às bases de dados e aos sistemas da Interpol e das agências nacionais, permitindo operações conjuntas em tempo real. A atuação integrada envolve especialistas em segurança pública de países sul-americanos.
A formalização ocorreu em 23 de fevereiro, no Palácio da Justiça, com assinatura de uma Declaração de Intenções. A cooperação é liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, por meio do Fundo Nacional Antidrogas, e apoio operacional da Polícia Federal.
O diretor-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que todos os instrumentos e capacidades da organização estarão disponíveis à força integrada. O acordo busca resultados práticos e duradouros no combate a redes criminosas transnacionais, ampliando a cooperação regional e a segurança pública no Brasil.
Com informações Agência Brasil
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Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






