Gasolina recua nas refinarias, mas preço nas bombas ainda depende de repasse em Manaus

Redução de R$ 0,36 ocorre após alta do petróleo; distribuidoras e postos definem valor final ao consumidor

O preço da gasolina vendida às distribuidoras em Manaus registrou queda de R$ 0,36 nesta terça-feira, 24, após uma sequência de aumentos nas últimas semanas. O valor passou de R$ 4,32 para R$ 3,96 na refinaria, mas o impacto para o consumidor ainda depende do repasse feito por distribuidoras e postos.

Nos últimos dias, o litro da gasolina chegou a R$ 7,59 na capital e se aproximou dos R$ 9 em municípios do interior, cenário que gerou pressão de setores econômicos e preocupação entre consumidores.

A redução ocorre em meio à queda recente no preço do petróleo no mercado internacional, um dos principais fatores que influenciam a formação dos preços. Após atingir picos durante a escalada de tensão no Oriente Médio, o barril passou a apresentar recuo e maior oscilação nos últimos dias.

Mesmo com a queda, ainda há incertezas sobre o comportamento do mercado global, principalmente diante das tensões envolvendo países produtores e o impacto no fluxo internacional de petróleo.

Por que o preço não cai na mesma velocidade?

Apesar da redução na refinaria, o consumidor não sente imediatamente o efeito nas bombas. Isso acontece porque o preço final da gasolina envolve uma cadeia que inclui distribuidoras, postos, impostos e custos logísticos.

No Brasil, os combustíveis seguem o regime de livre mercado, sem controle direto de preços. Os valores são definidos com base em fatores como cotação internacional do petróleo, variação do dólar, carga tributária e custos de transporte.

No Amazonas, a dinâmica também é influenciada pela operação da refinaria sob gestão privada, o que faz com que os preços acompanhem mais de perto as condições de mercado.

Fiscalização e atuação do Procon

Diante das variações, o Procon Amazonas reforçou que não tem competência para fixar ou reduzir preços, mas atua na fiscalização para evitar abusos. Segundo o diretor-presidente do órgão, Jalil Fraxe, a análise é feita com base em documentos fiscais.

“Nossa atuação é baseada na verificação das notas fiscais e da evolução dos preços. Quando identificamos aumentos que não se justificam, abrimos procedimento para apurar possível abusividade”, afirmou.

Quando há suspeita de irregularidade, os postos são notificados a apresentar documentos que comprovem os custos de compra e os valores praticados. Caso não consigam justificar os reajustes, podem sofrer sanções, incluindo multas que variam de R$ 20 mil a mais de R$ 100 mil.

Diesel segue em alta

Enquanto a gasolina apresenta recuo na refinaria, o diesel permanece com valor elevado. O combustível segue cotado a R$ 6,45 na refinaria de Manaus e acumula alta significativa ao longo do mês.

O impacto é direto no custo do transporte e, consequentemente, no preço de produtos, especialmente alimentos, que dependem do frete rodoviário.

Com Informações do Portal A Crítica e Procon-AM

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus