O professor Sandro dos Santos Pereira, investigado por denúncias de estupro de vulnerável e abuso sexual contra alunos surdos, atuou como intérprete de Libras durante a posse do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2019, no Palácio do Planalto.
As denúncias contra o docente vieram a público neste mês após a mãe de um adolescente relatar episódios de violência sexual envolvendo o filho. Segundo os relatos, os abusos teriam começado em 2022 e se estendido por cerca de três anos.
De acordo com as informações divulgadas pela Rádio BandNews e confirmadas pelo portal Metrópoles, a vítima tinha 12 anos quando ocorreram os primeiros episódios. O adolescente só teria compreendido a gravidade da situação em março deste ano, após participar de uma palestra escolar sobre violência sexual.
Sandro dos Santos Pereira atuava na rede municipal de ensino de São Paulo e foi desligado pela prefeitura após o surgimento das denúncias. O professor trabalhava diretamente com estudantes com deficiência auditiva.
Contratado em maio de 2019, ele exercia atividades ligadas ao ensino de Libras, planejamento pedagógico, produção de materiais didáticos e formação da comunidade escolar. Segundo os dados citados na reportagem, o docente recebia remuneração média mensal de R$ 6,4 mil, calculada com base nas horas trabalhadas.
Durante a posse presidencial de Bolsonaro, Sandro ganhou visibilidade ao interpretar o Hino Nacional em Libras na cerimônia realizada em Brasília. Na época, ele cursava Direito.
Segundo relatos citados na reportagem, o intérprete foi convidado para participar da posse pela então primeira-dama Michelle Bolsonaro, que mantém atuação ligada à comunidade surda. Durante o evento, Michelle também se comunicou com o público por meio da Língua Brasileira de Sinais.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo informou, em nota, que instaurou procedimento interno para apurar os fatos assim que tomou conhecimento do caso.
“Assim que teve conhecimento do caso, instaurou um processo de apuração interna para averiguação dos fatos. O profissional não integra mais o quadro de funcionários da Rede Municipal de Ensino”, informou a secretaria.
O órgão também afirmou que a Diretoria Regional de Ensino acompanha as investigações conduzidas pelas autoridades policiais.
Procurado pela reportagem do Metrópoles, Sandro dos Santos Pereira não respondeu aos contatos realizados até a última atualização da matéria.
As assessorias de imprensa de Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro também foram procuradas, mas não se manifestaram.
Com informações do Metrópoles*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






