A instabilidade no comando técnico tem sido uma das marcas do início do Campeonato Brasileiro. Em apenas dez rodadas disputadas, dez treinadores já deixaram seus cargos, configurando uma média de uma demissão por rodada.
A mudança mais recente ocorreu neste domingo (5), quando o Sport Club Corinthians Paulista anunciou a saída de Dorival Júnior. A decisão veio após a derrota por 1 a 0 para o Sport Club Internacional, ampliando a sequência negativa da equipe.
Dorival estava no comando do Corinthians desde abril de 2025 e acumulava conquistas importantes no período, como a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do Brasil de 2026. No entanto, o desempenho recente pesou: foram nove partidas sem vitória, sendo sete delas pelo Brasileirão.
Antes dele, a rodada anterior já havia registrado outra troca. Gilmar Dal Pozzo deixou a Associação Chapecoense de Futebol após a derrota por 4 a 0 para o Clube Atlético Mineiro.
A sequência de demissões evidencia a pressão por resultados imediatos e a pouca margem para oscilações no campeonato. Entre os nomes que também perderam seus cargos estão Jorge Sampaoli, do Atlético-MG, e Fernando Diniz, do Vasco, ambos desligados ainda na terceira rodada.
A lista segue com mudanças frequentes ao longo das rodadas seguintes: Juan Carlos Osorio, do Remo, e Filipe Luís, do Flamengo, saíram na quarta rodada. Na quinta, foi a vez de Hernán Crespo deixar o São Paulo. Já na sexta rodada, Tite foi desligado do Cruzeiro.
O movimento continuou com Juan Pablo Vojvoda, que deixou o Santos na sétima rodada, seguido por Martín Anselmi, demitido do Botafogo na oitava.
Com o campeonato ainda em sua fase inicial, o número elevado de trocas no comando técnico chama atenção e levanta questionamentos sobre planejamento e continuidade nos clubes da elite do futebol brasileiro.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Marcello Zambrana/AGIF






