Nos últimos anos, o Governo do Amazonas intensificou a implementação de políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ampliando serviços de saúde, educação inclusiva e assistência social tanto na capital quanto no interior do estado.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que impacta a comunicação, o comportamento e a interação social, demandando acompanhamento especializado contínuo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 43.983 pessoas possuem diagnóstico de autismo no Amazonas, representando 1,1% da população estadual.
Diante do aumento na identificação de casos, o estado tem estruturado uma rede integrada de atendimento. Na área da saúde, foram inaugurados três Centros de Atenção Integral à Criança (Caics) nos últimos doze meses, voltados ao atendimento de pessoas com TEA. Também foi criado o Centro de Atenção Integral Juventude TEA, destinado a jovens entre 12 e 18 anos incompletos.
As unidades fazem parte da rede especializada da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e oferecem atendimento multidisciplinar, com terapias individualizadas e suporte às famílias. Desde o início da política, em junho de 2025, mais de 40 mil sessões terapêuticas foram realizadas na capital.
Na área de cidadania, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD) disponibiliza a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Criado em 2021, o documento é gratuito, válido em todo o país e facilita o acesso a serviços e direitos. Mais de 20 mil carteiras já foram emitidas, sendo mais de 1,1 mil apenas em 2026.
No setor educacional, a rede estadual tem ampliado ações de inclusão, com oferta de mediadores para alunos com TEA em escolas regulares. O estado também mantém unidades específicas de ensino especial e realiza período exclusivo de matrícula para estudantes com autismo.
As iniciativas incluem ainda a participação de jovens com TEA em atividades esportivas por meio do Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci), com acompanhamento especializado.
Na área de qualificação profissional, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) ampliou a oferta de cursos voltados à inclusão de pessoas com TEA. Ao todo, são 27 turmas distribuídas entre capital e interior, com formações como Auxiliar em Terapia ABA, Agente de Inclusão, Assistente Terapêutico e Informática Básica para pessoas com TEA.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






