O Reino Unido decidiu não participar do bloqueio naval no Estreito de Ormuz anunciado pelos Estados Unidos, ampliando o cenário de divergência entre aliados em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. A decisão foi confirmada pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que afirmou que o país não será envolvido em ações militares na região.
“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, não vamos ser arrastados para a guerra”, disse Starmer. Apesar da negativa, o Reino Unido deve manter operações de monitoramento e segurança marítima, sem participação direta em bloqueios a portos iranianos.
A medida dos EUA ocorre após o fracasso das negociações para encerrar o conflito com o Irã. O bloqueio prevê restrições à navegação de embarcações com destino a portos iranianos no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Outros países também demonstraram cautela. A França defendeu a realização de uma missão internacional com caráter defensivo para garantir a navegação na região. O presidente Emmanuel Macron afirmou que pretende reunir países para discutir uma solução diplomática.
O Japão, grande importador de petróleo do Golfo, também indicou preferência por negociações. Autoridades japonesas defenderam a redução das tensões e a busca por um acordo para evitar impactos no fornecimento de energia.
A China destacou que a normalização da navegação depende do fim do conflito militar e pediu moderação entre as partes. Já o governo iraniano afirmou que poderá reagir caso haja restrições à sua atividade portuária.
O impasse também teve reflexo no mercado internacional. O preço do petróleo voltou a subir, com o barril do tipo Brent atingindo novamente a faixa de US$ 100, diante do risco de interrupção no fluxo global de energia.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, com circulação diária de cerca de 20 milhões de barris de petróleo. A possibilidade de bloqueio amplia a preocupação com o impacto econômico e geopolítico da crise.
Com Informações da Agência Brasil
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






