Congresso Amazônico de Psicanálise em Manaus discute trauma coletivo, memória e reparação

O 4º Congresso Amazônico de Psicanálise será realizado em Manaus com debates sobre trauma coletivo, violência, memória e reparação, reunindo especialistas, artistas e ativistas no Palacete Provincial.

Manaus sediará, nos dias 24 e 25 de abril, o 4º Congresso Amazônico de Psicanálise, que propõe discussões sobre trauma coletivo e suas implicações sociais, com programação no Palacete Provincial, reunindo profissionais da psicanálise, pesquisadores, artistas e ativistas.

O evento tem como proposta central debater o trauma para além da dimensão individual, abordando impactos sociais, históricos e territoriais associados a experiências de violência, memória e processos de reparação.

A programação do congresso inclui mesas temáticas, conferências, atividades culturais e debates sobre temas como violência estrutural, desigualdades de gênero e raça, além de questões contemporâneas relacionadas a migrações, guerras e crise climática.

A coordenação do evento destaca que a proposta é criar um espaço de diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e da atuação social, com atenção às experiências subjetivas e coletivas relacionadas ao sofrimento psíquico.

A coordenadora Andreia Batista Lima afirma que o tema foi definido a partir de uma perspectiva ética que busca discutir memória, violência e reparação como elementos interligados na construção de processos de elaboração coletiva. Ela também ressalta que o congresso considera a Amazônia como parte ativa das discussões, com ênfase nas experiências locais e suas singularidades.

Entre os convidados está a escritora e ativista indígena Geni Núñez, doutora em Ciências Humanas e mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), integrante da Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos/as (ABIPSI) e da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Ela será responsável pela conferência de abertura, intitulada “Reflorestamento do imaginário”.

A programação também inclui mesas de debate sobre temas como trauma e historicidade, memória e processos de esquecimento, além de discussões sobre violências de gênero, raça e território. Atividades culturais e exposições integram a agenda ao longo dos dois dias.

Segundo a coordenação, o congresso busca relacionar debates globais, como crises climáticas, conflitos e deslocamentos populacionais, com experiências locais na Amazônia, observando como esses fenômenos se refletem em dinâmicas sociais e subjetivas.

A programação será distribuída em dois dias, com conferências, mesas temáticas, intervalos culturais e atividades artísticas, encerrando com debates sobre trauma, criatividade e processos de elaboração psíquica.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.